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Zema pede CPMI do Master e volta a comentar áudio de Flávio: 'Muito ruim para ele'

Pré-candidato à Presidência da República entende que senador foi o 'maior prejudicado' com o episódio

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo). • Andressa Anholete/Agência Senado

Pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO) voltou a comentar, nesta sexta-feira (22), sobre o áudio que o senador Flávio Bolsonaro enviou para Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Para o ex-governador de Minas Gerais, o filho de Jair Bolsonaro foi o maior prejudicado com o episódio.

"É muito ruim para ele [Flávio Bolsonaro]. E acaba sendo um pouco ruim para a direita. Às vezes, a esquerda vem com uma narrativa. Mas a esquerda está muito mais envolvida com o Banco Master do que a direita, sem dúvida alguma. Guido Mantega, Jaques Wagner, que intermediou, e vários outros nomes que prestaram serviço para o Master são notoriamente pessoas ligadas e próximas do Lula. O maior prejudicado, sem dúvida, acaba sendo ele e, a esquerda tentando construir alguma narrativa", disse Zema, em entrevista ao Flow Podcast.

Pedido de CPMI

O ex-governador de Minas também fez coro por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional para investigar todos os envolvidos no "caso Master".

"Agora, o que a gente precisaria mesmo é ter uma CPMI para poder estar investigando e colocando tudo às claras. Ali em Brasília, fica muito claro que parece que é um tentando acobertar os crimes do colega. Parece que o clima lá é mais ou menos esse. Por isso eu falo que, na hora que chegar alguém que não tem o rabo preso, as coisas começam a mudar", apontou o político.

Relembre o caso

Um áudio divulgado pelo Intercept no dia 13 de maio mostra Flávio Bolsonaro negociando um aporte de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

Os recursos seriam destinados à produção de “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente. Documentos obtidos pela publicação indicam que ao menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões — teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações bancárias relacionadas ao projeto.

Flávio Bolsonaro tem alegado que o pedido foi feito muito antes de qualquer investigação contra Vorcaro se tornar pública. O senador pediu uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar os fatos.

"Mais do que nunca, é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet", escreveu o senador, logo após o áudio ser vazado.

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