Viana define voto contrário à indicação de Messias ao STF
Senador mineiro se antecipou e informou que vai votar contra nome escolhido por Lula para compor a Suprema Corte

O senador Carlos Viana (PSD-MG) antecipou que votará contra a nomeação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar argumenta que vê na escolha do advogado-geral da União para a cadeira de ministro uma posição equivocada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no sentido de recobrar a confiança popular na Corte
“Eu vejo a indicação de Jorge Messias como semelhante à indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal: um ministro que hoje tem tomado decisões, a meu ver, sempre de interesse do governo. Nós precisamos devolver ao STF a confiança da população, principalmente em ministros da Suprema Corte que não tratem as pessoas como amigo ou como inimigo, que não trate como um lado político ou outro, tendo mais preferência. Nós precisamos de uma Suprema Corte equilibrada e que traga de volta a confiança da população. Por isso, a minha decisão de ser contra a indicação para essa vaga com o nome de Jorge Messias”, declarou Viana à Itatiaia.
A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está marcada para 29 de abril. No mesmo dia deve acontecer a votação no plenário para definir se o indicado por Lula assumirá ou não o posto de ministro do STF. Os votos são computados de forma secreta, sem a identificação do senador.
A indicação de Messias à cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso se deu ainda em novembro do ano passado, mas a sabatina do candidato foi postergada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Neste ínterim, o indicado de Lula faz o tradicional périplo de postulantes ao STF de gabinete em gabinete no Senado. A base governista aposta em uma aprovação, o que exige maioria simples entre os 81 parlamentares da Casa.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



