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Estratégia do clã Bolsonaro para desviar foco do Master, diz Alckmin sobre PCC e CV

Vice-presidente afirma que medida dos EUA pode gerar impactos econômicos ao Brasil e diz que família Bolsonaro tenta mudar o foco das investigações sobre fraudes financeiras

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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), irá se reunir na próxima terça-feira (5) com o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), para tratar da situação de Maceió
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), irá se reunir na próxima terça-feira (5) com o governador de Alagoas, Paulo Dantas • Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), atribuiu ao “clã Bolsonaro” a decisão dos Estados Unidos de classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Segundo ele, a movimentação teria como objetivo desviar a atenção das investigações sobre as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

“O que eu lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Então, para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando fatos novos para desviar a atenção”, afirmou Alckmin após agenda em São Paulo.

O vice-presidente também declarou que a decisão americana pode trazer consequências negativas para o Brasil, especialmente no campo econômico e financeiro.

“Eles pensam mais em si do que no país, porque isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequências na área do sistema financeiro, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, acrescentou.

A declaração ocorre após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar, na quinta-feira (28), a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. O comunicado foi assinado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Segundo o governo americano, a designação oficial das duas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras deve entrar em vigor a partir do dia 5 de junho.

Diante da decisão, o governo federal convocou uma reunião emergencial nesta sexta-feira (29) para discutir os possíveis impactos diplomáticos, jurídicos e financeiros da medida adotada pelos Estados Unidos contra as duas principais facções criminosas brasileiras.

O encontro foi articulado para avaliar eventuais reflexos da decisão sobre o sistema financeiro, a cooperação internacional e as relações entre os dois países.