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Polícia do Senado reforça segurança de Flávio Bolsonaro após aumento de ameaças, diz equipe

Levantamento da área de inteligência identificou mais de 2 mil registros de ameaças e incitação à violência desde junho; pré-campanha atribui cenário ao agravamento do discurso político

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Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. • Carlos Moura/Agência Senado

A equipe de segurança do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou o esquema de proteção ao parlamentar após um levantamento da área de inteligência da Polícia do Senado Federal apontar aumento nas ameaças direcionadas ao senador desde o início de junho. De acordo com os dados divulgados pela pré-campanha, foram identificados 2.288 registros relacionados a ameaças e manifestações de violência contra Flávio Bolsonaro. O levantamento contabiliza:

  • 868 ameaças explícitas;
  • 647 manifestações de incitação à violência;
  • 640 referências codificadas;
  • 133 conteúdos relacionados ao planejamento ou oportunidade de ataques.

Em razão desse cenário, a equipe de segurança ampliou as medidas de proteção ao parlamentar.

Entre as mudanças anunciadas estão:

  • reforço do efetivo policial, com triplicação da equipe de segurança;
  • uso permanente de colete balístico por Flávio Bolsonaro;
  • aumento do número de armamentos e viaturas;
  • funcionamento de um centro de comando em Brasília durante 24 horas por dia para monitoramento das agendas e deslocamentos do senador.

Segundo a equipe do parlamentar, a segurança continuará sendo realizada exclusivamente pela Polícia do Senado Federal, responsável pela proteção de Flávio Bolsonaro há oito anos.

Em nota, o senador afirmou que as ameaças não alterarão sua agenda política: "Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de seguir firme na missão de resgatar o Brasil", declarou.

Pré-campanha relaciona ameaças a declarações de Lula

A equipe jurídica da pré-campanha afirma que o crescimento das ocorrências ocorreu após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que utilizou, em eventos públicos, a expressão de que "antigamente traidor era enforcado" ao criticar integrantes da oposição. Segundo a pré-campanha, o caso motivou uma ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede a apuração de suposta incitação à violência.

A equipe de segurança de Flávio Bolsonaro também sustenta que a repetição desse tipo de discurso poderia produzir o chamado "efeito apito de cachorro", expressão utilizada na ciência política para descrever mensagens interpretadas de forma específica por determinados grupos.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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