Último dia para análise de recursos de Bolsonaro e dos réus do Núcleo Crucial pelo STF

Ex-presidente e outros condenados aguardam definição antes do trânsito em julgado de suas penas

Bolsonaro e os demais réus tem até hoje para que o STF revise seus recursos na tentativa de reverter as condenações

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerra nesta sexta-feira (14) a análise dos recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados do chamado “núcleo crucial” da trama golpista de 2022. Apesar do prazo, todos os ministros já votaram e, por unanimidade, rejeitaram os ‘embargos de declaração’ apresentados pelas defesas

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, assim como os outros aliados, mas o início da execução da pena só será decretado após o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, declarar o trânsito em julgado, ou seja, quando se encerra a possibilidade de novas apelações.

A defesa do ex-presidente alegou cerceamento de defesa durante o julgamento, questionando o pouco tempo dado para análise das informações anexadas ao inquérito da Polícia Federal. Outros réus do processo apresentaram argumentos semelhantes, incluindo críticas à parcialidade do relator, como no caso do general Braga Netto.

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Além de Bolsonaro e Braga Netto, a Primeira Turma do STF ainda analisa recursos de Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem. Todos foram condenados por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Somente após a análise dos embargos de declaração desses recursos será possível decretar a prisão dos condenados e o início do cumprimento das penas. Hoje marca, portanto, o prazo final para que esses argumentos sejam julgados, encerrando a fase de recursos dentro do STF.

O colegiado está temporariamente com quatro ministros porque Luiz Fux se transferiu para a Segunda Turma após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso; a vaga será preenchida quando o novo ministro for empossado.

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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