O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que as eleições gerais de 2026 contarão com a presença de pelo menos sete organizações internacionais como observadoras independentes do processo eleitoral brasileiro. As missões vão acompanhar diferentes etapas da eleição, com o objetivo de verificar a integridade do sistema de votação e a regularidade do pleito.
Entre as instituições convidadas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), a Rede Mundial de Justiça Eleitoral e o Parlasul.
Além dos convites formais, o TSE promoveu reuniões com representantes diplomáticos para apresentar o funcionamento das eleições brasileiras, incluindo as tecnologias utilizadas e os mecanismos de segurança do processo eleitoral. As missões de observação acompanharão cerimônias de auditoria, a lacração das urnas eletrônicas nos Tribunais Regionais Eleitorais, a votação, a apuração dos votos e a totalização dos resultados. Ao final dos trabalhos, os grupos costumam elaborar relatórios independentes com avaliações sobre o processo e sugestões de aperfeiçoamento.
Programa para autoridades estrangeiras
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é reconhecido internacionalmente pela segurança, transparência e eficiência. Segundo o ministro, o Brasil se consolidou como referência mundial na realização de eleições graças ao aperfeiçoamento contínuo da legislação e das tecnologias empregadas no processo eleitoral.
O TSE também anunciou que promoverá, entre os dias 2 e 4 de outubro, o Programa de Convidados Internacionais, que reunirá cerca de 80 autoridades estrangeiras, entre juízes e representantes de organismos eleitorais. A programação inclui apresentações sobre o sistema eleitoral brasileiro e visitas a seções eleitorais para acompanhamento da votação no dia do pleito.