Tempo de concessão é 'absurdo', diz ex-presidente da BHTrans sobre contrato de ônibus
Durante audiência na Câmara Municipal, os convidados destrincharam o atual contrato de transporte coletivo na capital mineira, firmado em 2008 e vigente até 2028

A atual duração do contrato de concessão do serviço de transporte coletivo de Belo Horizonte, que vence em 2028, foi alvo de críticas durante audiência pública na Câmara Municipal (CMBH), nesta terça-feira (29). Uma dessas ponderações partiu diretamente do presidente da BHTrans em 2008, quando o acordo foi firmado, Ricardo Mendanha Ladeira.
Para os vereadores da Comissão Especial do Contrato de Ônibus, Ladeira considerou o tempo de vinte anos como “absurdo” e comparou a duração com a “vida útil” dos veículos que operam na capital. “O ideal é pensar em dez, quinze anos no máximo. A idade média dos ônibus é de dez anos, alguns duram doze, mas essa é a média que deveria ser considerada. Tempo para ver se está funcionando, avaliar e, às vezes, renovar”, ponderou o ex-presidente da BHTrans.
‘Dez a zero nos concessionários’
A participação dos convidados — que não era obrigatória, pois os mesmos não foram convocados — foi bem recebida pelos parlamentares. Durante a audiência, o vereador Rudson Paixão chegou a dizer que os três “deram de dez a zero” nos empresários de ônibus, que alegaram “férias” para não comparecer à audiência da Comissão na última terça-feira (22).
Integração com o sistema metropolitano
"É um acordo muito difícil, porque ninguém quer perder o poder. Fui secretário no Estado e tentamos, mas a gente nem consegue conversar muito".
Próximos passos da Comissão
"O problema não é o contrato. Ele foi muito bem pensado e planejado, dentro de um contexto em que se tira a total responsabilidade do Poder Público e se transfere ao executor do serviço [...] Vamos fazer a análise, ver o que funciona, o que precisa mudar, modernizar e propor melhorias".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



