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'Técnica e adequada', avalia Haddad sobre ata do Copom após placar apertado na última reunião

Diretores indicados ao Banco Central pelo presidente Lula (PT) votaram por um corte de 0,5% na Selic; demais diretores, entre eles o presidente, se manifestaram pela redução de 0,25 ponto percentual

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Ministro Fernando Haddad • Joédson Alves | Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou positivamente a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, publicada nesta terça-feira (14) pela manhã. Apesar da divisão entre os diretores indicados à instituição pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os demais membros do colegiado, Haddad avaliou que a ata esclarece os argumentos apresentados pelos dois grupos e põe fim à especulação de que exista uma cisão interna no Copom.

"[Essa divisão] se dissipou com a ata, conforme prevíamos. Tinha mais rumor do que verdade. Está tudo tranquilo lá", minimizou. "A ata fala por si. É muito técnica e muito adequada. A ata deixou claro que os argumentos de lado a lado eram pertinentes e defensáveis", considerou.

Em contrapartida, os outros cinco membros do Copom votaram por um corte mais tímido, de 0,25: Roberto Campos Neto (presidente do Banco Central), Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso e Renato Dias de Brito Gomes.

Mercado já projetava desaceleração no ritmo dos cortes da Selic

No último dia 6, antevéspera da reunião do Copom, o mercado indicou que aguardava uma desaceleração no ritmo dos cortes com uma redução de 0,25 ponto percentual, segundo constou no relatório Focus. Aliás, em março, o Banco Central já tinha indicado uma tendência de desaceleração nesse ritmo, contrariando o compromisso inicial de manter novos cortes de 0,5 ponto percentual a cada reunião. A perspectiva do mercado é que 2024 termine com a Selic em 9,63% — ao invés dos 9% esperados no início deste ano.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.