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Simpatizantes fazem abaixo-assinado online em apoio ao ministro André Mendonça, do STF

Relatório da Polícia Federal (PF) foi tornado público pelo ministro André Mendonça na terça-feira (1º) e indica que Vorcaro e o ministro Moraes mantinham uma relação muito próxima

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Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) • Foto por CHARLES SHOLL / BRAZIL PHOTO PRESS / BRAZIL PHOTO PRESS VIA AFP

Apoiadores do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), lançaram um abaixo-assinado online com a meta de alcançar 1 milhão de assinaturas. Neste domingo (6), a petição somava mais de 307 mil assinaturas.

A plataforma traz o seguinte texto:

"Nós, cidadãos brasileiros signatários deste documento, manifestamos nosso apoio ao Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Manifestamos, igualmente, nosso compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a independência do Poder Judiciário e com o respeito às instituições previstas na Constituição Federal.

Ao assinar, cada signatário declara que sua manifestação é pessoal, voluntária e pacífica."

Tensão no STF

Também neste domingo, o ministro André Mendonça liberou, em Brasília, no Distrito Federal, o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para julgamento no plenário da Suprema Corte. A decisão, conforme a CNN Brasil, ocorre após um relatório da Polícia Federal (PF) apontar indícios de uma relação próxima entre Moraes e Vorcaro.

Com a liberação de Mendonça, cabe agora ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, pautar o caso. Até o momento, não há data estabelecida para o julgamento.

O plenário do STF deverá decidir se será aberta uma investigação formal contra o magistrado. Apesar da liberação do ministro Mendonça, a expectativa é que o ministro Fachin aguarde as manifestações dos envolvidos, dentro do prazo de cinco dias que ele concedeu, antes de pautar o caso para análise do plenário.

Um relatório da Polícia Federal (PF) foi tornado público pelo ministro André Mendonça na terça-feira (1º) e indica que Vorcaro e o ministro Moraes mantinham uma relação muito próxima. O documento sugere que o dono do Banco Master teria solicitado orientação do ministro durante o auge da crise da instituição, que foi liquidada em novembro de 2025 pelo Banco Central em meio a investigações de fraudes bilionárias.

O relatório, cujo sigilo foi levantado nesta terça-feira, reúne mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o ministro Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá "independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República" (PGR).

"Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal", escreveu o ministro André Mendonça na última semana.

Mendonça afirmou que a deliberação deverá ser "pública e transparente, em sessão presencial", com data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.

O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro.

A Polícia Federal identificou, entre outros pontos, que Vorcaro fazia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA".

Em uma das notas, Daniel Vorcaro afirmou ter recebido "informações informais e em confidencia de turma do banco central" e escreveu ser "importante reforçar com Andrei e Paulo" para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Após receber o relatório, o ministro Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação.

Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.

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