PL do governo sobre fim da 6x1 prevê mudança imediata, defende ministro
Segundo Luiz Marinho (Trabalho), objetivo da gestão petista não é competir com PEC que tramita na Câmara

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), defendeu, nesta quarta-feira (15), o projeto de lei (PL) enviado pelo governo à Câmara dos Deputados que prevê o fim da escala 6x1 e negou que o objetivo seja competir com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já tramita na Casa.
Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, o petista ressaltou que o texto do Executivo estabelece adoção imediata, a partir da sanção, do modelo 5x2 – ou seja, cinco dias trabalhados para dois de descanso – com redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais.
Já uma das PEC analisadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara prevê uma transição de 10 anos para a implementação total da mudança.
“A proposta do governo é aplicação imediata. Evidente que o Congresso, o Parlamento, ele tem autonomia de qual é o projeto que vai aprovar, qual o resultado do projeto, que vai virar lei efetivamente. Se tem, se não tem transição, já não compete ao governo. Compete ao governo fazer a defesa do seu projeto", declarou Marinho.
Enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso na noite de quarta-feira, o projeto de lei do governo está em regime de urgência constitucional. No formato, deputados têm 45 dias para deliberar sobre a proposta, sob risco de trancar a pauta da Casa.
Além disso, o PL depende de maioria simples para aprovação, ou seja, votos favoráveis da maioria dos parlamentares presentes na sessão, desde que o quórum no plenário seja de, no mínimo, 257 deputados.
No caso de uma PEC, por se tratar de uma alteração da Constituição, o aval ao texto depende do apoio mínimo de 308 deputados, em dois turnos de votação, para que avance ao Senado.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



