PF encontra sete armas em endereço ligado a advogado de Mario Frias em SP
Deputado e outras 28 pessoas são alvos de operação que mira irregularidades no financiamento do filme Dark Horse

A Polícia Federal encontrou sete armas de fogo em endereço ligado ao advogado do deputado federal Mario Frias (PL-SP). Ao todo, na operação "Make Up" desta quinta-feira (10), foram identificadas cinco pistolas, uma espingarda e um fuzil.
Mario Frias está proibido de deixar o Brasil por ordem judicial. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões em repasse por emenda parlamentar pelo deputado federal.
A suspeita é de que parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal, pela produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A operação desta terça-feira (10) contra Frias e outras 28 pessoas foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.
Ainda de acordo com as apurações, as tentativas de ocultar os desvios teriam se estendido até julho deste ano. Rastreamento financeiros identificaram ainda, a movimentação de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.
Os possíveis crimes envolvem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes de licitação. Não foram cumpridos mandados de prisão.
*Com informações de Gustavo Uribe e Elijonas Maia, da CNN Brasil, em Brasília
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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