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Eleições 2026: trabalhador pode denunciar assédio eleitoral no ambiente de trabalho

Conduta pode envolver pressão, intimidação ou tentativa de influenciar a decisão do eleitor

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Urna eletrônica. • Nelson Jr/Ascom/TSE

Dados de uma pesquisa divulgada pela Justiça do Trabalho apontam que 662 processos sobre assédio eleitoral foram abertos no país entre maio de 2023 e dezembro de 2025. A maior parte das ações foi apresentada individualmente por pessoas que buscavam reparação por danos já ocorridos.

O uso da relação de emprego, da autoridade hierárquica ou da estrutura administrativa para pressionar, constranger, intimidar ou influenciar trabalhadores e servidores em relação ao voto ou à participação em atividades políticas é o que caracteriza assédio eleitoral. A liberdade de escolha também deve ser preservada no ambiente profissional.

Para prevenir e coibir condutas abusivas antes e durante o período de votação, a Justiça do Trabalho estruturou um plantão especial para atender medidas urgentes relacionadas às eleições de 2026.

A iniciativa busca dar uma resposta mais rápida a situações que possam comprometer a autonomia dos trabalhadores durante o processo eleitoral. O atendimento especial seguirá até o fim do segundo turno, em outubro.

Como denunciar?

Casos de assédio eleitoral podem ser comunicados a diferentes instituições, como a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ou a própria Justiça do Trabalho. O denunciante tem a garantia de que sua identidade será preservada.

A orientação é procurar os canais oficiais desses órgãos sempre que houver coação ou constrangimento no ambiente de trabalho.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.

 

 

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