Eleições 2026: confira os processos que garantem a segurança do voto
Caminho do voto é digital, criptografado e passa por etapas de fiscalização e auditoria

Faltando cerca de três semanas para as eleições de 2026, entender como funciona o caminho do voto na urna eletrônica ajuda a conhecer as etapas de segurança do processo eleitoral. Utilizadas no Brasil há 30 anos, as urnas passam por cerca de 40 procedimentos de fiscalização e auditoria antes, durante e depois da votação, com a participação de órgãos públicos, partidos políticos, universidades e representantes da sociedade civil.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as diferentes etapas de fiscalização e auditoria reforçam a segurança e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Mas você sabe o que acontece com o voto depois que ele é registrado na urna?
As urnas eletrônicas são codificadas e recebem assinaturas digitais durante um evento público realizado pela Justiça Eleitoral. No dia da eleição, antes do início da votação, é emitida a zerésima, documento que comprova que não há votos registrados naquela urna.
Depois que o eleitor confirma seus votos, os dados são registrados em duas memórias da urna. Ao longo da votação, os votos são embaralhados para impedir que seja identificada a ordem em que foram registrados. Com o encerramento da votação, os dados são processados e é emitido o Boletim de Urna (BU), que apresenta o resultado daquela seção eleitoral.
Ao final do pleito, são impressas cinco vias do Boletim de Urna. Uma delas é afixada na porta da seção eleitoral e outra é entregue aos representantes ou fiscais dos partidos. As três vias restantes são anexadas à ata da seção e encaminhadas ao cartório eleitoral.
Os Boletins de Urna e os demais arquivos de resultados são encaminhados diretamente ao centro de transmissão, que pode ser o cartório eleitoral, o local de votação ou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada região. A transmissão dos dados é feita por um canal exclusivo e protegido, com acesso restrito à Justiça Eleitoral.
Além disso, todo o processo pode ser acompanhado e fiscalizado por partidos políticos, entidades e pela sociedade.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



