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Veja como a urna eletrônica garante a soberania do voto

Entre as principais medidas de segurança está o Teste Público de Segurança (TPS),

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A Corte vai submeter a testagem entre 32 e 64 urnas eletrônicas
Urna eletrônica • Antônio Augusto/Ascom/TSE

Faltando pouco mais de dois meses para o pleito de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Utilizados no país há 30 anos, os equipamentos passam por cerca de 40 etapas de fiscalização e auditoria antes do dia da votação, contando com a participação de órgãos públicos, partidos políticos, universidades e representantes da sociedade civil.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, o modelo eleitoral do Brasil figura entre os mais auditáveis do mundo e mantém um histórico sem registros formais de irregularidades.

"Acima de qualquer argumento técnico, nenhum se sobrepõe ao fato de que não temos, desde 1996, nenhum caso comprovado de fraude nas urnas eletrônicas", afirmou Valente.

Testes públicos e participação da sociedade

Entre as principais medidas de segurança está o Teste Público de Segurança (TPS), realizado obrigatoriamente nos anos em que não há eleições. O procedimento abre o sistema eleitoral para que qualquer cidadão brasileiro maior de 18 anos apresente planos de ataque às urnas, com o objetivo de identificar potenciais vulnerabilidades.

Valente ressalta que o teste não exige formação técnica dos participantes. Embora profissionais de TI e pesquisadores componham a maioria dos inscritos, o envio de propostas é aberto a qualquer interessado. "O teste público democratiza a possibilidade de validar a segurança do processo eleitoral", destacou o secretário, apontando que o processo divide a responsabilidade pela segurança das eleições com a própria sociedade.

Caso alguma fragilidade seja identificada pelos testes, a equipe de TI do tribunal desenvolve as correções necessárias. Posteriormente, os próprios autores das investidas são convidados a retornar à sede do TSE para checar se as falhas foram devidamente resolvidas. Em suas oito edições já realizadas, o TPS gerou contribuições diretas que resultaram em aperfeiçoamentos contínuos no sistema da Justiça Eleitoral.

O histórico de edições do TPS inclui a colaboração de instituições como a Polícia Federal e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, além de universidades do Rio Grande do Sul.

Transparência e acesso ao código-fonte

Outro pilar de auditabilidade é a abertura do código-fonte — conjunto de instruções que determina o funcionamento dos softwares da urna. O TSE disponibiliza todas as linhas de programação para análise de entidades fiscalizadoras um ano antes do pleito.

"Não existe absolutamente nenhuma linha do código-fonte que seja escondida, secreta ou que não seja compartilhada com essas instituições", explicou o secretário de TI.

A inspeção do código pode ser feita por uma série de organizações independentes, tais como:

Congresso Nacional, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal de Contas da União (TCU);

Polícia Federal e partidos políticos;

Universidades brasileiras com departamentos de tecnologia da informação.

Para o tribunal, a atuação independente dessas entidades reforça a transparência de todas as etapas do processo.

Tensões diplomáticas no contexto pré-eleitoral

O posicionamento do TSE ocorre em meio a desdobramentos diplomáticos recentes. No último sábado (25), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou a recusa de vistos de entrada no Brasil para dois integrantes do governo dos EUA: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

De acordo com o Itamaraty, a negação ocorreu após o governo brasileiro tomar conhecimento da intenção do Departamento de Estado norte-americano de enviar funcionários para monitorar o funcionamento das urnas eletrônicas. Uma reportagem do jornal The Washington Post reportou que a gestão do presidente Donald Trump pretendia enviar a comissão para levantar questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro; o Departamento de Estado norte-americano, por sua vez, negou que essa fosse a finalidade da viagem.

Como parte do cronograma de transparência internacional, o TSE agendou para o dia 17 de agosto um segundo encontro com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais para detalhar o funcionamento da urna eletrônica e a estrutura do sistema eleitoral brasileiro.

Com informações de Agência Brasil

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