Espingarda em nome de Bolsonaro é apreendida pela PF no Rio Grande do Sul
Arma estava com um empresário que a havia doado ao ex-presidente, mas não entregue; PF também fez buscas na casa de Bolsonaro em Brasília

A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda que estava em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A arma foi localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e entregue na delegacia da corporação na cidade. A informação foi publicada pelo blog Elijonas Maia, da CNN Brasil.
De acordo com integrantes da PF, a espingarda estava na casa do dono de uma empresa importadora de artigos bélicos. A arma é uma das listadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para determinar busca e apreensão na casa do ex-presidente, na manhã desta quarta (8). O magistrado apontou um "desencontro de informações" sobre o número de armas e seus paradeiros, que questiona o paradeiro das armas de Bolsonaro.
A justificativa para a arma estar em posse do empresário no Rio Grande do Sul foi que o item era dele. Ele teria doado (transferido) para Jair Bolsonaro, mas não encontrou o ex-presidente para realizar a entrega, segundo informou a PF. Como não estava mais em nome do empresário, ele não poderia transportar o equipamento, o que estaria em desconformidade com a legislação.
Integrantes da PF afirmam ainda que o proprietário da loja de itens bélicos decidiu entregar a espingarda após a repercussão do caso e a menção à arma na imprensa. A espingarda deve permanecer em posse da PF do Rio Grande do Sul até segunda ordem.
A Polícia Federal cumpriu, também nesta quarta-feira (8), mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, no Distrito Federal, onde ele cumpre prisão domiciliar. A operação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e tinha como objetivo localizar armas, munições e eventuais documentos de registro que pudessem estar no imóvel. Esta ação faz parte da investigação da PF em busca de armas e munições de Bolsonaro.
O procedimento na casa do ex-presidente durou aproximadamente uma hora. Os agentes realizaram uma busca minuciosa nos quartos e gavetas da residência, seguindo os procedimentos padrão de um mandado dessa natureza. Contudo, nenhuma das armas procuradas foi encontrada no local. O advogado João Henrique Freitas, que representa Bolsonaro, declarou que "é lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação."
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