Qual é o paradeiro das armas de Bolsonaro citadas em decisão de Moraes?
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (8) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, devido a "inconsistências" na localização de armas. A operação não resultou em apreensões.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (8) devido a "inconsistências" nas informações apresentadas pela defesa sobre a localização das armas registradas em seu nome, conforme apontado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação, no entanto, não resultou em apreensões.
Na última sexta-feira (3), ao determinar a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes ordenou que todo o arsenal vinculado a Bolsonaro fosse entregue à Polícia Federal (PF). Na decisão, o ministro considerou ser "incompatível" a manutenção da posse de armas de fogo por alguém que cumpre pena criminal.
Ao todo, a decisão menciona dez armas registradas em nome do ex-presidente.
Ainda na sexta-feira, a defesa informou ao STF que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta quarta-feira, a própria PF confirmou que esses armamentos de fato já estavam sob sua custódia.
Em relação às outras oito armas, os advogados afirmaram que estavam acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. No entanto, o Exército informou que apenas seis delas estavam no batalhão e seriam encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Foi a partir dessa divergência que surgiram as inconsistências apontadas por Moraes, levando à justificativa para a busca.
Após a manifestação do Exército, a defesa informou que uma espingarda permanece, desde a aquisição, em uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Segundo os advogados, a arma foi recebida por Bolsonaro como presente e nunca chegou a ser retirada da loja.
Já a outra arma, uma pistola Glock, estaria sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. De acordo com a defesa, ela foi apreendida em junho no inquérito que investigou o uso irregular da arma por um integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
Na decisão que autorizou a busca e apreensão, Moraes não menciona a Glock. O ministro afirma, porém, que a versão apresentada sobre a espingarda diverge das informações constantes nos registros oficiais e não foi acompanhada de documentação suficiente para comprovar a localização. Diante das inconsistências, determinou a realização das buscas.
A operação, cumprida nesta manhã, durou cerca de uma hora e meia. Nada foi encontrado ou apreendido.
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