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Governo faz última ofensiva por PEC do 6x1 antes do recesso

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, faz uma última tentativa para aprovar a PEC do fim da escala 6x1 antes do recesso. Apesar da mobilização, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não dá sinais de avanço, e o Palácio do Planalto já vê poucas chances.

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Davi Alcolumbre durante sessão no Plenário do Senado Federal
Davi Alcolumbre durante sessão no Plenário do Senado Federal • Carlos Moura/Agência Senado

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), lidera uma ofensiva final da gestão federal para a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1. O objetivo é que o texto seja votado antes do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho, embora o Palácio do Planalto veja poucas chances de avanço em Brasília.

Teresa Leitão, senadora por Pernambuco, mobiliza outros parlamentares em uma nova tentativa de convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a enviar a PEC para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, segundo relatos à CNN. O tema, que depende da decisão de Alcolumbre, é crucial para o governo.

Além da articulação, governistas admitem que eventos no início da semana reduziram as chances de avanço da pauta. Apesar de a aprovação já ser considerada remota, parlamentares da base esperavam que, pelo menos, Alcolumbre enviasse o texto à CCJ antes do recesso.

Conversa com Alcolumbre indica estagnação

Senadores que conversaram com Alcolumbre nesta semana afirmaram que o presidente do Senado continua sem indicar qualquer sinal de que dará prosseguimento à pauta.

Esses parlamentares interpretam a manutenção das sessões semipresenciais como um sinal de que a PEC não avançará no momento.

Teresa Leitão esperava contar com a presença do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), em Brasília para a articulação final. Contudo, o senador, diante da ausência de sinais de Alcolumbre e das sessões semipresenciais, optou por permanecer na Bahia.

Embate entre Alcolumbre e Uczai

Governistas mais próximos à articulação lamentaram também o embate entre Davi Alcolumbre e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC). A avaliação é que o presidente do Senado não tem cedido às pressões sobre a pauta, e a estratégia ideal seria a conciliação.

Alcolumbre declarou publicamente, nesta terça-feira (7), que não toleraria "ameaça e intimidação" ao responder a Uczai. O deputado petista havia cobrado o avanço da pauta e afirmado que o senador se tornaria um "inimigo" caso o texto não prosseguisse.

O entorno de Alcolumbre vinha sinalizando que um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria essencial para destravar pautas de interesse do governo.

No entanto, o Palácio do Planalto continua sem dar qualquer indicação de que o encontro possa ocorrer, enquanto as relações entre os poderes seguem desgastadas.

Sem o aval de Lula para a reunião, a articulação política do governo decidiu focar no diálogo entre Alcolumbre e Teresa Leitão, que lidera a ofensiva final da gestão.

A análise dos bastidores de Brasília

Nos bastidores, auxiliares do presidente também consideram a possibilidade de transformar o tema em um dos principais pontos da campanha eleitoral, caso a PEC não seja votada a tempo.

A premissa é que o governo cumpriu seu papel ao encaminhar a proposta, assegurando seu avanço na Câmara dos Deputados, mas enfrentou resistência para concluir a votação no Senado. De acordo com fontes da CNN Brasil, este impasse continua.

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