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PF abre inquérito para investigar uso de emendas parlamentares em filme sobre Bolsonaro

Investigação foi determinada por Flávio Dino após ação de Tabata Amaral; apuração envolve repasses a ONGs e empresas ligadas à produção de Dark Horse

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Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro • Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel

A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar supostos desvios na destinação de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam beneficiado entidades e empresas ligadas à produção do filme Dark Horse, longa-metragem sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A investigação foi aberta por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o recebimento de uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

Na ação, a parlamentar solicita a apuração de repasses feitos por deputados federais a um conjunto de organizações que, segundo ela, formariam um "ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas" responsável por financiar a produção do filme.

Entre os parlamentares mencionados na representação estão os deputados federais Mario Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Segundo a denúncia analisada pelo STF, Mario Frias, que também atua como produtor-executivo de Dark Horse, teria destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. O deputado nega a acusação. A representação também aponta que a Academia Nacional de Cultura teria recebido cerca de R$ 2,6 milhões provenientes de emendas parlamentares.

Entidades investigadas

A apuração da Polícia Federal deverá analisar os repasses destinados às seguintes entidades e empresas:

  • Instituto Conhecer Brasil;
  • Academia Nacional de Cultura;
  • Go Up Entertainment;
  • Conhecer Brasil Assessoria.

O objetivo da investigação é verificar se houve desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos e eventual utilização de emendas parlamentares para financiar, direta ou indiretamente, a produção cinematográfica.

Neste momento, a abertura do inquérito não representa conclusão sobre irregularidades nem implica responsabilização dos investigados. A Polícia Federal deverá reunir documentos, analisar contratos, identificar o destino dos recursos públicos e verificar se houve ligação entre os repasses realizados pelos parlamentares e o financiamento do filme.

Ao final da investigação, o material será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre os próximos passos do caso.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.