Novo revê premissa e deve permitir que políticos tenham cargos no Governo
Novista afirma que premissa “ficou no passado” e deputado avalia que “Novo ficou velho”. Objetivo do Governo é manter a base para aprovar projetos prioritários, como privatizações

O governador Romeu Zema (Novo) iniciou a rodada de reuniões com as bancadas de partidos que fazem parte da base de Governo. Segundo parlamentares, o Executivo deve abrir mão de uma das premissas do Partido Novo e vai permitir que políticos façam indicações de nomes para compor o Governo, prática que era condenada pelos novistas e chamada de “toma lá, dá cá” na primeira campanha de Zema. Alguns deputados, mesmo compondo a base de apoio do governador, têm afirmado que “o Novo ficou velho”.
Um integrante do partido Novo,não faz parte do Executivo, que disse à coluna que, de fato, o critério “de não permitir que políticos façam parte do Governo ficou no passado, mas não significa que o partido abriu mão de seus princípios”. “Nós reconhecemos que há bons nomes entre os políticos. Por que não?”, afirmou o novista que integra a cúpula da legenda.
Uma fonte do Governo confirmou que as reuniões com a base estão ocorrendo, mas negou que o assunto “indicações” esteja sendo tratado nos encontros.
Apesar de não ter conseguido emplacar um candidato próprio à presidência da Assembleia Legislativa, Zema conseguiu construir uma base ampla com mais de 50 deputados. Segundos os parlamentares, foram negociadas, inclusive, emendas parlamentares.
Privatizações
O objetivo do governador é aprovar as privatizações que ficaram paradas na Assembleia no primeiro mandato, quando a relação com o Legislativo foi de conflito. Além do Regime de Recuperação Fiscal, que prevê privatizações como condição para renegociar a dívida do Governo com a União, estão paradas na Assembleia a privatização da Companhia de Desenvolvimento do Estado (Codemig) e da Companhia de Habitação do Estado (Cohab). As desestatizações da Cemig e Copasa, embora anunciadas na campanha em 2018, não foram enviadas ao Legislativo e, para serem realizadas, demandam realização de referendo popular e alteração na Constituição.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
