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Mudança na gestão do Alberto Cavalcanti pode diminuir espera por atendimentos, diz deputado

Governo Zema espera aumenta número de procedimentos com adoção do Serviço Social Autônomo (SSA)

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O deputado estadual Arlen Santiago, do Avante
Arlen Santiago é o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia • Luiz Santana/ALMG

A ideia do governo de Minas Gerais de mudar o modelo de gestão do Hospital Alberto Cavalcanti, em Belo Horizonte, foi bem recebida pelo comando da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. O comitê será uma das instâncias do Parlamento a analisar a proposta, que precisa do aval dos deputados estaduais antes de ser posta em prática.

A expectativa é que a alteração diminua a espera dos pacientes por atendimento. A unidade é especializada no acolhimento a pessoas diagnosticadas com câncer.

O deputado estadual Arlen Santiago (Avante), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, aprova a tentativa.

“Esse projeto de implementar, primeiro, no Alberto Cavalcanti, é melhor, porque lá tem pacientes oncológicos que precisam de agilidade no atendimento. É um projeto viável, já foi feito no Metropolitano (o Hospital Célio de Castro), e vai continuar chamando os 1,8 mil que estão no concurso da Fhemig. É um projeto que, conforme lei aprovada na Assembleia, não tira nenhum direito ou vantagem dos funcionários, que poderão ser cedidos para o Alberto Cavalcanti”, diz, à Itatiaia.

Segundo o deputado, a Comissão de Saúde fará audiências públicas para debater o assunto.

“A ideia de implementar a SSA na rede Fhemig é uma tentativa de melhorar o atendimento para os pacientes sem prejudicar os funcionários”, emenda.

Crescimento na mira

O Hospital Alberto Cavalcanti tem, como carro-chefe, o tratamento de pacientes com câncer. Projeções da equipe de Zema obtidas pela reportagem dão conta que, com a adoção do modelo de SSA, o número de consultas especializadas ao mês pode chegar a 6 mil, ante média mensal de 3,1 mil no ano passado.

Há, ainda, expectativa por aumentar em 45% o número de internações, bem como crescer, em 30%, o número de cirurgias.

Em 2023, o Hospital Alberto Cavalcanti fez mais de 6,5 mil atendimentos de quimioterapia. Nas contas governistas, se houver mudança no modelo de gestão, esse número pode ultrapassar 8,6 mil atendimentos anuais.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.