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MP abre inquérito contra deputada do PL acusada de 'blackface' em SP

Fabiana Bolsonaro será investigada por suspeita de racismo, transfobia, misoginia e violação dos direitos humanos

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Deputada estadual por São Paulo "se pinta" de preto para protestar contra Érika Hilton • Reprodução/Alesp

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil público para investigar a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) após a parlamentar ser acusada por parlamentares de esquerda de fazer "blackface" na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A suspeita é cometer crimes de racismo, transfobia, misoginia e violação dos direitos humanos.

A parlamentar subiu à tribuna da Alesp na última quarta-feira (18) para criticar a nomeação da deputada federal Erika Hilton, uma mulher trans, para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. Durante o discurso, a deputada disse que faria um "experimento social" e passou uma maquiagem de tom marrom no rosto e nos braços. Ela argumentou que se “pintar de negra” não faria com que ela sentisse o racismo que incide contra essa população, assim como, na visão dela, uma mulher trans não poderia “se travestir de mulher”.

O discurso da deputada bolsonarista provocou indignação dos parlamentares de esquerda da Alesp e de movimentos coletivos de defesa dos direitos dos negros e LGBTQIAPN.  O MP foi acionado por parlamentares do PSOL, colegas de legenda de Erika Hilton. À Itatiaia, a equipe do MP-SP informou que o promotor Ricardo Manuel recebeu a representação e instaurou o inquérito nessa quarta-feira (25) para apurar a conduta da parlamentar.

Fabiana Bolsonaro também foi acionada no Conselho de Ética da Alesp. No documento, os deputados de partidos como PT, PSB, PSOL e PCdoB alegram quebra de decoro parlamentar e defendem a perda de mandato da deputada por racismo e transfobia.

O que diz Fabiana Bolsonaro:

Após a grande repercussão do discurso, a deputada Fabiana Bolsonaro foi as redes para afirmar que as falas dela foram distorcidas pela esquerda.

"As mulheres merecem ser representadas por mulheres, os negros merecem ser representados por negros e os travestis também merecem ser representados. Um não precisa ocupar o lugar do outro. É sobre isso. Mas a esquerda prefere distorcer e atacar", destacou.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.