Ministro de Lula defende saída de Jaques Wagner da liderança no Senado
Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirma que senador poderia deixar o cargo para se dedicar à defesa após operação da PF; decisão caberá ao presidente

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (24) que, em sua avaliação, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deveria deixar a liderança do governo no Senado para se dedicar à própria defesa após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master.
A declaração foi dada a jornalistas no Ministério do Trabalho horas antes de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o parlamentar, que deve discutir o futuro de Wagner no comando da bancada governista.
"De repente, se justifica deixar a liderança e o presidente nomear outra. Mas isso quem vai decidir é o presidente na conversa com o líder Jaques Wagner", afirmou Marinho.
Apesar da avaliação, o ministro ressaltou que o senador tem uma "atuação exemplar" à frente da liderança do governo no Senado e destacou que a decisão final cabe exclusivamente a Lula.
O encontro desta quarta-feira será o primeiro entre Lula e Wagner desde a operação da Polícia Federal realizada na semana passada. A ação integra a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional.
Jaques Wagner foi um dos alvos da operação. Também foram alvos o empresário Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio do Banco Master, além de outros investigados.
Nos bastidores do governo, a expectativa é de que Lula não tome a iniciativa de retirar Wagner da liderança. Ainda assim, auxiliares do presidente admitem que uma eventual saída voluntária do senador é vista como uma alternativa para reduzir o desgaste político provocado pela investigação.
Até o momento, Jaques Wagner segue no cargo. Após a operação, o senador descartou publicamente a possibilidade de afastamento e afirmou ter recebido apoio do presidente Lula.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



