Michelle diz que crise dos áudios deve ser tratada com Flávio: 'Pergunta para ele'
Ex-primeira-dama afirmou que questionamentos sobre o caso devem ser direcionados ao senador; áudios envolvem negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro evitou comentar a crise envolvendo o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro após o vazamento de áudios relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Questionada sobre o caso, Michelle respondeu que as perguntas deveriam ser feitas diretamente ao senador. “Tem que perguntar para o Flávio”, afirmou nesta terça-feira (19).
Michelle falou sobre o assunto ao deixar o evento de lançamento da pré-candidatura de Maria Amélia, empresária conhecida por comandar uma rede de docerias em Brasília.
A polêmica ganhou força após a divulgação de mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro envolvendo negociações para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio provocou desgaste político no entorno bolsonarista e levantou discussões sobre possíveis impactos na pré-candidatura do senador à Presidência da República.
Nos bastidores, aliados do grupo político passaram a discutir alternativas para a disputa presidencial de 2026, incluindo o nome de Michelle Bolsonaro.
O senador confirmou que se reuniu com Daniel Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (19), Flávio afirmou que o encontro ocorreu para colocar “um ponto final” nas negociações sobre o filme.
Na última quarta-feira (13), o portal The Intercept Brasil divulgou um áudio enviado por Flávio a Vorcaro em novembro do ano passado, no qual o senador cobrava o cumprimento de um compromisso de US$ 24 milhões para a produção do longa sobre Jair Bolsonaro.
Inicialmente, Flávio negou a relação com Vorcaro, mas depois admitiu os contatos. Segundo o parlamentar, as conversas com o banqueiro ocorreram exclusivamente por causa do projeto cinematográfico.
Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado. Ele foi solto no fim daquele mês, mas voltou a ser preso em março deste ano. Além de comandar o banco apontado como responsável pela maior fraude financeira da história do Brasil, o empresário também é investigado por suspeita de liderar grupos envolvidos em ameaças a jornalistas e autoridades, além do vazamento de documentos confidenciais ligados ao Banco Master.
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