Marina Silva: “Brasil chega à COP-28 de cabeça erguida”
O motivo, segundo a ministra do Meio Ambiente, é a queda nos índices de desmatamento no país

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirma que o Brasil chega à 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28) de “cabeça erguida”. O que motiva isso, segundo ela, são os resultados relativos à queda no desmatamento no país. O evento será realizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 30 de novembro e 12 de dezembro.
“O Brasil que pegou um governo de terra arrasada, onde as políticas ambientais tinham sido desmontadas, estava na condição de pária. Em 10 meses consegue esse feito de reduzir o desmatamento em 48,9%, quase 50%”, disse a ministra em entrevista à CNN Brasil na manhã desta terça-feira (28/11).
“As pessoas tinham muita dúvida se iríamos conseguir esse resultado, sobretudo em função de que é uma situação que havia um desmonte da política ambiental, das estruturas, e também o aumento da natureza dos problemas que levam ao desmatamento: tráfico de drogas, tráfico de armas, pesca ilegal, grilagem, todas essas criminalidades. Então, o Brasil, nesse quesito, está indo de cabeça erguida, sabendo que o nosso compromisso é o desmatamento zero até 2030”, acrescentou.
Segundo os dados mais recentes do MMA, o desmatamento na região amazônica caiu 22,3% em um ano. O balanço compreende o período entre agosto de 2022 e julho deste ano, parte no governo Jair Bolsonaro (PL) e parte na gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De janeiro a agosto, a redução da área sob alertas de desmatamento na Amazônia caiu 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do sistema Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pelo governo.
Nessa segunda-feira (27), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, a ministra disse que o Brasil vai à COP para cobrar que medidas a favor do meio ambiente sejam tomadas. “Nós estamos indo para a COP não é para sermos cobrados, nem para sermos subservientes. É para altivamente cobrarmos que medidas sejam tomadas. Porque é isso que o Brasil tem feito. Foi o Brasil que ajudou a que se tivesse agora um mecanismo na convenção que se chama perdas e danos", disse.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.
