Belo Horizonte
Itatiaia

Marina critica mudanças de Trump na política ambiental dos EUA: 'Tempos desafiadores'

Ministra do Meio Ambiente afirmou que vê anúncios com “grande preocupação” e avaliou que nem a própria população americana aceitará “qualquer omissão, pois enfrenta no cotidiano os efeitos da emergência climática”

Por
Ministra de Meio Ambiente, Marina Silva • Marcelo Camargo | Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou os primeiros anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao assumir o mandato. Segundo ela, as medidas começam a confirmar “os prognósticos mais pessimistas sobre os tempos desafiadores que virão".

“[Os anúncios] São o avesso da política guiada pelas evidências trazidas pela ciência e do bom senso imposto pela realidade dos eventos climáticos extremos que ocorrem, inclusive, em seu próprio país”, afirmou Marina em nota.

Uma das medidas de Trump logo em suas primeiras horas de mandato foi retirar novamente os Estados Unidos do Acordo de Paris, um compromisso firmado por quase 200 países para redução de gases do efeito estufa. Além disso, o republicano também assinou decretos para estimular a produção de combustíveis fósseis e reduzir a produção de carros elétricos.

Segundo a ministra, as medidas já eram esperadas, já que o presidente americano havia anunciado parte delas ainda durante a campanha eleitoral.

“Resta trabalhar para que a governança climática, hoje mais madura e robusta do que no primeiro governo Trump, crie anteparos para evitar avanços da força gravitacional negacionista, que já inflaciona decisões políticas e empresariais na direção oposta de compromissos firmados anteriormente", defendeu a ministra.

Marina também sinalizou que com Trump na Casa Branca, caberá aos estados o papel de adotar e assumir compromissos climáticos.

“Serão tempos desafiadores para o mundo inteiro. Resta enfrentá-los com informação, compromisso com a vida e capacidade de negociação política", concluiu a ministra.

Por

Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

Tópicos