Marília mantém 'esperança' em candidatura de Pacheco ao governo de Minas
A prefeita de Contagem se prepara para deixar o cargo na próxima semana em busca de disputar uma das duas cadeiras de Minas no Senado

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), ainda mantém a “esperança” de que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) dispute o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. A indecisão da opção tida como número um do presidente Lula (PT) sobre a candidatura tem preocupado uma ala do Partido dos Trabalhadores, que espera uma sinalização positiva ou negativa em breve.
Em entrevista à Itatiaia, a prefeita afirmou acreditar que o prazo para essa decisão pode acompanhar o fim da janela partidária. Parlamentares terão até o dia 3 de abril para mudar de legenda, e o senador, se realmente disputar o Executivo mineiro, deve deixar o PSD e migrar para outra sigla. “Vai estar tudo definido? Acho que não. Ainda não, mas as movimentações já sinalizam determinadas possibilidades, e eu continuo acreditando que Rodrigo Pacheco será meu candidato a governador”, disse ao Itatiaia Agora.
A prefeita renuncia ao cargo na próxima quinta-feira (26) em busca de uma das duas cadeiras mineiras no Senado Federal.
Com a saída de Marília, o vice-prefeito Ricardo Faria (PSD) assume a prefeitura de Contagem até o fim do mandato, em 2028.
Lula volta a Minas Gerais nesta sexta-feira (20) para uma agenda em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, e em Sete Lagoas, na região Central do estado.
Fontes ouvidas pela Itatiaia afirmam que o presidente irá manter os afagos a Pacheco, na tentativa de convencê-lo a se lançar candidato ao governo de Minas.
O senador, que é o plano prioritário do PT em Minas, mantém silêncio sobre a possibilidade de concorrer ao Palácio Tiradentes, apesar de já ter discursado ao lado do presidente em agendas no estado, em tom de candidatura.
Até o momento, Minas, que é considerado um dos principais estados para a disputa eleitoral, não tem palanque definido para a reeleição de Lula.
Dobradinha no Senado
Quando questionada sobre uma eventual dobradinha com a ex-deputada federal e ex-vereadora de Belo Horizonte Áurea Carolina (PSOL), que também pleiteia o Senado, a prefeita disse que a estratégia do campo progressista ainda não está totalmente definida.
De acordo com ela, essa definição passa diretamente pelo nome escolhido pelo PT para disputar o governo de Minas, o que ainda não ocorreu. “Quem vai ficar com a gente? Quem vai ser o vice? Quem será o segundo nome para o Senado?”, disse.
O Diretório Nacional do PSOL decidiu, neste mês, rejeitar a proposta de federação com o PT. Apesar da negativa, o partido concordou em apoiar o presidente Lula nas eleições.
Segundo resolução aprovada pela legenda, o PSOL abrirá mão de lançar candidatura própria à Presidência para priorizar a unidade das forças de esquerda. O apoio antecipado a Lula repete o movimento feito na eleição de 2022 e, de acordo com o partido, está ligado à estratégia de enfrentamento ao que a sigla chama de extrema-direita no país.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Allãn Passos é jornalista, nascido em Mariana, formado pela UFOP em 2012. Atuou como assessor de comunicação na Prefeitura de Mariana e na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Entre 2015 e 2018 foi repórter aéreo de trânsito. Desde abril de 2018 é editor e apresentador do Jornal da Itatiaia Noite. Integrante do PodTudo, atua como repórter e apresenta os programas Chamada Geral e Plantão da Cidade nas férias e folgas dos titulares.




