PSOL rejeita federação com o PT, mas topa apoiar reeleição de Lula
Diretório nacional da sigla decidiu manter federação com a Rede, abrir mão de candidatura própria ao Planalto e priorizar o fortalecimento da bancada no Congresso

O Diretório Nacional do PSOL decidiu neste sábado (7) rejeitar a proposta de formar uma federação com o PT. Apesar da negativa, o partido aprovou, por unanimidade, o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno das eleições de 2026. A decisão foi tomada durante reunião da direção nacional da legenda, que também definiu como prioridade ampliar a bancada do partido no Congresso Nacional.
Segundo resolução aprovada pelo partido, o PSOL abrirá mão de lançar candidatura própria à Presidência para priorizar a unidade das forças de esquerda. O apoio antecipado a Lula repete o movimento feito na eleição de 2022 e, de acordo com a legenda, está ligado à estratégia de enfrentamento ao que o partido chama de extrema-direita no país.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou que o processo de discussão ocorreu de forma ampla dentro da sigla.
“O que havia para ser debatido foi debatido de modo amplo e democrático, com todas as tendências do partido colaborando com os temas propostos. Agora, é unir forças para reeleger Lula e ampliar nossa bancada de deputados federais dentro da federação PSOL-Rede”, disse.
A proposta analisada era um convite para ingressar oficilamente PT, PCdoB e PV. A proposta, no entanto, acabou rejeitada pela direção nacional da legenda.
Segundo Paula Coradi, presidente do PSOL, o tema foi debatido internamente antes da decisão final.
“O tema foi acolhido e, assim como os demais, debatido de modo democrático e amplo, conforme nossa tradição partidária. Vamos seguir agora orientados pelas decisões hoje tomadas, mas sempre com respeito a posições divergentes”, afirmou.
Federação com a Rede mantida
Além do posicionamento sobre a disputa presidencial, o PSOL decidiu renovar por mais quatro anos a federação com a Rede Sustentabilidade. A avaliação da direção do partido é que a aliança foi positiva nos últimos anos e ajuda a superar a chamada cláusula de barreira, garantindo acesso a recursos e maior representação institucional.
A sigla também estabeleceu como objetivo ampliar as bancadas no Congresso Nacional nas próximas eleições. O documento aprovado pela direção faz críticas à atual composição do Legislativo e defende o fortalecimento de parlamentares de esquerda para enfrentar o bloco do Centrão e setores conservadores.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



