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Lulu Santos comemora condenação de Bolsonaro e apoiadores do ex-presidente vaiam cantor; veja vídeo 

Cientista politico Felipe Nunes comentou sobre o episódio de polarização política nas redes sociais 

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Cantor comemorou decisão do TSE que tornou Bolsonaro inelegível e ouviu vaias de parte do público
Cantor comemorou decisão do TSE que tornou Bolsonaro inelegível e ouviu vaias de parte do público • Reprodução/Instagram Lulu Santos

O cantor Lulu Santos comemorou durante um show, na noite de sábado (1º), em Tiradentes, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suspender por 8 anos os direitos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apoiadores de Bolsonaro que estavam na plateia não gostaram, vaiaram o cantor e gritaram “mito”. 

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O episódio foi relatado nas redes sociais pelo cientista político da UFMG e colunista da Itatiaia, Felipe Nunes, ao comentar o processo de “calcificação política” do país. 

O cantor fez um discurso sobre sua trajetória e suas descobertas como um barítono. Ao final do discurso ele falou sobre o cenário político do país e gritou: "Inelegível". Enquanto os petistas comemoraram junto com o cantor, os bolsonaristas vaiaram e gritaram: "mito".

“Estou terminando de escrever um livro em co-autoria com o jornalista Thomas Traumann sobre o processo de calcificação política no Brasil - enrijecimento das preferências políticas que transbordam dos períodos eleitorais para o cotidiano da gente. No show do Lulu Santos, em Tiradentes, pude ver mais um exemplo da calcificação. Lulu é o mais pop dos artistas brasileiros. Pouca gente criou tanto hit como ele. Pouca gente chegou a tanta gente como ele. Mas hoje, até o Lulu teve que ouvir gritos de ‘mito’ depois que o cantor comemorou a inelegibilidade do ex-presidente Bolsonaro. E ele retrucou: seu mito, meu mico. Por um tempo, nunca mais! Carregaremos essa divisão que transbordou por muito tempo”, contou Felipe Nunes.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.