'Lula tem que dizer quem tem razão? Haddad ou Silveira', diz Simões sobre federalização da Cemig
Vice-governador afirmou que ministros da Fazenda e de Minas e Energia apresentaram análises diferentes sobre processo de federalização da Cemig

O vice-governador Mateus Simões (Novo) afirmou que espera uma definição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre quem teria razão nas negociações da federalização da Cemig.
Após a primeira reunião do Comitê Gestor do Propag, realizada nesta sexta-feira (13), na Cidade Administrativa, Simões afirmou que os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) tem posicionamentos diferentes sobre o processo de federalização da Cemig.
“Sobre a Cemig, quero finalmente que a União se manifeste sobre quem tem razão: se Fernando Haddad ou Alexandre da Silveira. A Fazenda nos diz que não aceita a Cemig se tiver que desembolsar um centavo a favor dos minoritários, o que nos obrigaria a transformar a Cemig em uma corporação antes de uma federalização. Já o ministro Alexandre da Silveira, que respeito muito, diz que ele tem interesse em receber a companhia do jeito que ela está. Mas, desse jeito, o governo federal terá que desembolsar mais de R$ 25 bilhões em favor dos minoritários. Porque ninguém quer ser sócio da União, então os minoritários querem fugir da União”, afirmou Simões.
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“Preciso que Haddad e Silveira tomem uma decisão para que a União me oriente sobre quais são os cenários possíveis”, disse o vice-governador.
A federalização da Cemig é uma das apostas do governador Romeu Zema (Novo) para conseguir abater parte da dívida de Minas Gerais com a União, estimada hoje em R$ 165 bilhões.
De acordo com o Propag, para conseguir as melhores condições de redução de juros, o governo de Minas precisa abater 20% do total da dívida (cerca de R$ 34 bilhões). Para isso, Zema espera conseguir repassar ao governo federal as gestões de estatais mineiras, como a Cemig e a Codemig, além de outros ativos e imóveis do estado.
Copasa ficou de fora
Mateus Simões afirmou que o governo federal já deixou claro que não tem interesse em federalizar o Copasa. No entanto, ele cobrou uma formalização da recusa, para que o governo busque outras soluções para a empresa.
“O BNDES nos disse que a Copasa é a companhia mais difícil de avaliar, por causa da relação dela com os municípios. Então, se a União não quer ficar com essa companhia, quero que formalize essa decisão”, disse Simões.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.




