Lula defende reforma no Judiciário e diz que credibilidade depende de Fachin e Gonet
A fala ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o Banco Master

Nesta quinta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende colocar em debate, no próximo ano, uma reformulação do sistema de Justiça brasileiro. A fala ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Autoridades são acusadas de envolvimento com ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Durante evento no Palácio do Planalto, Lula sustentou que mudanças no Poder Judiciário são necessárias para ampliar a confiança da sociedade nas instituições.
"Eu sinceramente tenho o prazer e o orgulho de ter sido o presidente da República da primeira reforma do Judiciário, com Márcio Thomaz Bastos na Justiça e o nosso querido Nelson Jobim na presidência da Suprema Corte. E tenho certeza de que faremos no próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma do Poder Judiciário brasileiro", falou Lula.
Ao comentar a atual crise envolvendo o Judiciário, o presidente usou uma metáfora e afirmou que, “quando os filhos estão em desordem”, cabe a quem comanda a casa resolver a situação.
Lula disse ainda que está nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, a responsabilidade de devolver esperança à sociedade e garantir a credibilidade das instituições.
O presidente da República também disse que autoridades, independentemente da função que ocupem, devem estar submetidas aos mesmos procedimentos previstos na legislação.
“Que ninguém, ninguém, na democracia, possa utilizar o cargo de bem em benefício pessoal. Ninguém. Isso vale para o presidente da República, vale para o catador de material reciclável, vale para uma parteira e vale para uma médica. Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação. Afinal de contas, ela vale para todos.”, destacou.
No encerramento do evento, Lula fez uma dura crítica ao que chamou de “indústria da fake news”, apontando mais uma vez que esse tipo de prática pode comprometer a confiança da população na Justiça.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.




