Coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro diz que principal problema do país é o Lula
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal personalizou no atual presidente suas críticas à gestão dos cofres brasileiros

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, Daniella Marques, está em Belo Horizonte nesta sexta-feira (4) para um encontro com lideranças empresariais. Em entrevista antes de se reunir com empresários na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ela criticou a política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Questionada sobre qual seria seu diagnóstico sobre o principal problema da gestão atual do país, Marques personalizou a análise na imagem do presidente Lula e criticou a proposta de erradicar a jornada de trabalho 6x1, com seis dias de trabalho para um de descanso.
“O problema é o Lula. Um presidente que mente para a população sequenciadamente. Hoje mesmo, vindo para cá, eu vi uma entrevista, ele falou sequenciadamente que a 6x1 não afetava ninguém. Então fica iludindo o brasileiro, mais uma vez, com mentiras, como se fosse possível uma fórmula mágica de trabalhar um dia menos, ganhando a mesma coisa e principalmente engessar. engessar todos os setores que não são 5x2, por exemplo, setor de saúde, por exemplo, plataformas. E ele mente. Hoje o ministro da Fazenda fala que vai precisar de um pacote de ajuda para as empresas afetadas. Eles não disseram que não afetava ninguém, que o Brasil estava preparado para isso. a indústria, o comércio, o serviço. Então, a gente está num legado nefasto de escolhas erradas, mas o pecado original é a gastança. O governo gasta muito mais do que arrecada”, afirmou.
Apesar da crise institucional do país e as revelações de corrupção de autoridades da República no Caso Master, Daniella Marques acredita que a pauta econômica invariavelmente se sobreporá às demais durante a campanha eleitoral.
“Existe a realidade do brasileiro, então essa crise gera uma falta de esperança no brasileiro, com as lideranças, é muito ruim, mas principalmente o brasileiro depois do dia 10, do dia 15, não tem mais dinheiro e está com o carrinho de supermercado vazio. Então, isso vai ser uma pauta com certeza, por isso eu tenho feito um esforço enorme para estar informando, tentando falar de forma menos técnica e menos econômica para que as pessoas entendam que existe um pensamento errado do Lula em relação à economia”, destacou.
Marques foi um dos nomes cotados para ser vice de Flávio Bolsonaro, quando o senador ainda aventava seu interesse em formar uma chapa ao lado de uma mulher. Ela e outros nomes acabaram preteridos pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). A reportagem perguntou à ex-presidente da Caixa se ela acredita que a pauta econômica teria mais destaque caso ela fosse escolhida como candidata a vice, hipótese que a economista minimizou.
“Não, eu acho que a tônica é uma crise institucional séria, mas eu estou na chapa de qualquer jeito, porque sou time Flávio e tenho tido muito espaço para debater e recebido muitos questionamentos da população brasileira que está preocupada, preocupada em perder seu emprego. Só nas Casas Bahia foram mais de 3 mil pessoas mandadas embora, então a gente precisa dar um sinal de que há futuro e esse futuro está próximo. Felizmente daqui a 30 dias a gente tem uma eleição e a gente pode mudar a direção do nosso país e voltar para o caminho da prosperidade”, concluiu.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



