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Lula critica acordo entre Mercosul e UE firmado em 2019: 'As condições que herdamos eram inaceitáveis'

Presidente defendeu as mudanças feitas para que o acordo fosse finalizado nesta sexta-feira (6), durante a reunião de cúpula de líderes do Mercosul, no Uruguai

Por e 
Acordo Mercosul-UE é firmado

"As condições que herdamos eram inaceitáveis. Foi preciso incorporar ao acordo temas de relevância para o Mercosul. Conseguimos preservar nossos interesses em compras governamentais, o que nos permitirá implementar políticas públicas em áreas como saúde, agricultura familiar, ciência e tecnologia", alegou o presidente.

Do lado sul-americano, o acordo também era alvo de críticas. Apesar da possibilidade de abertura de novos mercados, especialistas apontavam o risco com a concorrência vinda da Europa em produtos manufaturados, como carros, por exemplo.

"Alongamos o calendário de abertura do nosso mercado automotivo, resguardando a capacidade de fomento do setor industrial. Criamos mecanismos para evitar a retirada unilateral de concessões alcançadas na mesa de negociação. Estamos assegurando novos mercados para as nossas exportações e fortalecendo os fluxos de investimentos", disse Lula sobre as mudanças no texto final do acordo.

"Após dois anos de intensas tratativas, temos hoje um texto moderno e equilibrado, que reconhece as credenciais ambientais do Mercosul e reforça nosso compromisso com os Acordos de Paris", celebrou o presidente.

Antes do discurso do presidente Lula, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o acordo é uma ‘Vitória para a Europa’, e que mais de 30 mil pequenas empresas dos países europeus serão beneficiados, podendo agora exportar para os países que integram o grupo de nações sul-americanas.

A cerimônia ocorreu na cidade de Montevidéu, no Uruguai, durante a cúpula do Mercosul.

25 anos de negociações

Desde 1999, Mercosul e União Europeia (UE) trabalham na construção de um acordo de livre comércio entre os dois blocos. As conversas foram retomadas nesses últimos meses a pedido da Comissão Europeia, que determina a política comercial para toda a UE.

Embora um acordo inicial tenha sido firmado há cinco anos, a medida não havia sido implementada até então devido à pressão dos europeus. Alguns países da UE, especialmente a França, são contrários à abertura do mercado que favoreceria os competidores do Mercosul.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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