Defesa de Marco Buzzi pede ao STJ adiamento de julgamento marcado para 6 de agosto
Ministro afastado é alvo de processo disciplinar que apura acusações de assédio sexual; advogados alegam necessidade de mais tempo para apresentar argumentos

A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, pediu o adiamento do julgamento do processo administrativo disciplinar marcado para a próxima quarta-feira (6). O caso apura acusações de assédio e importunação sexual atribuídas ao magistrado, que nega as acusações.
Os advogados de Buzzi afirmam que precisam de mais tempo para analisar documentos e apresentar novos argumentos antes da conclusão do processo, e que além disso, a análise ficaria prejudicada pela proximidade com o fim do recesso dos magistrados, marcado para segunda-feira (3).
O julgamento será realizado em sessão do STJ e poderá definir as consequências administrativas para o ministro afastado. Entre as possibilidades está a aplicação de penalidades previstas para magistrados, incluindo a aposentadoria compulsória.
O processo envolve denúncias apresentadas por duas mulheres. Uma delas relata um suposto episódio ocorrido no litoral de Santa Catarina. A outra denúncia envolve uma funcionária terceirizada do STJ, que afirma ter sido vítima de condutas inadequadas no ambiente de trabalho. As acusações são negadas pela defesa do ministro.
Segundo os advogados, não há provas suficientes para justificar uma punição e os relatos apresentados teriam contradições. A defesa também sustenta que Buzzi deve ser absolvido no processo administrativo. O Ministério Público Federal, por outro lado, defendeu a responsabilização do ministro afastado e apontou a possibilidade de aplicação de aposentadoria compulsória, considerando os elementos reunidos durante a investigação.
Marco Buzzi está afastado das funções enquanto o processo disciplinar tramita. A decisão final caberá aos ministros do STJ, que devem analisar o caso a partir da sessão prevista para 6 de agosto.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



