Julgamento do Marco Temporal deve ser retomado no início de setembro, CCJ só votará a matéria após decisão do STF
Julgamento no Supremo Tribunal Federal será retomado na semana do dia 07 de setembro, segundo fontes da coluna

O Projeto de Lei do Marco Temporal, que decidirá sobre a demarcação de terras indígenas, será pautado e votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado somente após a conclusão do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). O PL já passou pela Câmara dos Deputados e, nesta quarta (23), foi aprovado pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.
STF
A previsão, segundo apuração da coluna, é que a matéria volte à pauta da Corte na semana do dia 07 de setembro. A data ainda não foi oficializada. Somente após a posição definitiva do Supremo, o texto avançará no Senado.
A tese do Marco Temporal é que os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal.
A definição sobre o debate na CCJ foi acertada na reunião de líderes do Senado, na manhã desta quinta-feira (24), segundo fontes da Itatiaia. O alinhamento para esperar o julgamento do Supremo tem como objetivo não produzir legislação desalinhada com a jurisprudência, ou seja, com a decisão judicial.
Alexandre de Moraes
A tendência no STF é que a maioria dos ministros acompanhe o voto de Alexandre de Moraes, segundo o qual a data da promulgação da Constituição Federal não pode ser utilizada como ponto de definição da ocupação tradicional da terra por comunidades indígenas.
No momento, o placar é de 2x1 contra o Marco. Em junho, o ministro André Mendonça pediu vista (tempo para análise) e paralisou o julgamento.
Segundo uma das fontes da coluna no Senado, o entendimento é que "cada caso é um caso". "Ao invés de ampliar territórios indígenas em algumas área do território nacional, o ideal é protegê-los do garimpo ilegal ou garantir a implementação de políticas de saúde, por exemplo, em territórios urbanos. Outros casos são diferentes", afirmou.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



