Haddad prega cautela sobre taxação do Etanol brasileiro pelos EUA: ‘Medidas confusas’
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se manifestou nesta quinta-feira (13) sobre a possibilidade de o governo do presidente Donald Trump aumentar a taxação das importações de Etanol, o que pode impactar na relação comercial com o Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pregou cautela e disse nesta quinta-feira (13) que o governo brasileiro irá aguardar a definição sobre a possibilidade de o governo dos Estados Unidos implementar a reciprocidade de tarifas e elevar a taxação das importações de Etanol, o que pode prejudicar o Brasil.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em seu discurso, Trump ressaltou que a tarifa sobre o etanol dos EUA é de 2,5%, enquanto o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações do combustível dos EUA.
“O presidente Lula tem enfatizado o princípio das boas relações que nós temos com três grandes blocos econômicos, a China, a União Europeia e os Estados Unidos. Acabamos de firmar um acordo de livre comércio com a União Europeia, temos acordos bilaterais com a China, não há por que não ter uma boa relação comercial com os Estados Unidos”, argumentou Haddad.
O ministro afirmou, ainda, que não está claro quando a medida entrará em vigor e qual o impacto dela.
“Por isso que eu digo, a maneira como estão sendo anunciadas as medidas são confusas, ainda. Temos que aguardar para saber o que é concreto e efetivo”, ponderou Haddad.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.



