‘Anvisa não tem lado partidário’, diz Padilha após polêmica envolvendo produtos da Ypê
Ministro da Saúde criticou vídeos nas redes sociais e afirmou que decisão da agência foi técnica, sem motivação política

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) “não tem lado partidário” e classificou como irresponsáveis os vídeos publicados nas redes sociais que associam a suspensão de produtos da Ypê a disputas políticas.
A repercussão ocorreu após a divulgação de informações de que os donos da empresa realizaram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. Padilha negou qualquer motivação ideológica na atuação da agência reguladora.
“A Anvisa não tem lado partidário. O único lado que a Anvisa tem é o das famílias brasileiras. A própria empresa firmou uma espécie de termo de ajuste de conduta com a Anvisa para corrigir o que foi apontado pelos técnicos”, afirmou o ministro.
Padilha também ressaltou que a análise sobre os produtos contou com participação da vigilância sanitária do estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado político de Bolsonaro.
Além disso, o ministro destacou que o diretor da Anvisa responsável pela área que recomendou a suspensão dos produtos, Daniel Meirelles, foi indicado durante o governo do ex-presidente.
“Uma parte da extrema direita está tendo uma atitude irresponsável por conta de uma decisão da Anvisa relacionada à circulação de um detergente. Estão fazendo vídeos irresponsáveis bebendo detergente. Acho que esquecem que crianças assistem a esses vídeos”, acrescentou Padilha.
Na última quinta-feira (7), a Anvisa publicou uma resolução determinando a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca com numeração final 1.
Segundo a agência, a decisão foi tomada após avaliação técnica identificar irregularidades em etapas consideradas críticas do processo produtivo.
Na sexta-feira (9), os produtos foram liberados novamente após recurso apresentado pela empresa. Apesar disso, a recomendação para que consumidores evitem o uso dos itens citados na resolução permanece válida até a conclusão do processo de recolhimento.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.




