Gripe aviária: Brasil ainda enfrenta restrições de China, União Europeia e outros países, diz Fávaro
Algumas das restrições estão limitadas a importações do Rio Grande do Sul e ao município gaúcho onde o caso foi detectado em uma granja comercial

Apesar de ter declarado o fim da emergência por conta da gripe aviária e do reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) de que o Brasil está livre da doença, nove países ainda mantêm restrições à carne de frango brasileira. A informação foi confirmada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante entrevista concedida à imprensa neste domingo (7), durante a reunião dos BRICS, no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, do total de países com restrições, apenas seis mercados têm relevância comercial direta com o Brasil - entre eles, China, União Europeia, Malásia e Chile. “O Brasil tem mais de 160 países na relação comercial com a carne de frango. Hoje estamos com apenas seis com restrições comerciais. É muito pouco, mas é importante retomar a plenitude”, afirmou Fávaro.
Durante a cúpula, Fávaro aproveitou a reunião bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o primeiro-ministro da China, Li Qiang, para tratar diretamente do tema. “Eu tive oportunidade, por exemplo, durante a bilateral do presidente Lula com o primeiro-ministro chinês, de pedir que eles pudessem rever o posicionamento de restrição. Ele disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos para retomar a compra de frango brasileiro”, contou. Apesar disso, não há previsão de data para o fim da restrição chinesa.
“O Brasil mostrou sua eficiência, a robustez do seu sistema sanitário. Isso nos dá autoridade para buscar a reabertura comercial com rapidez e segurança”, concluiu.
Livre de gripe aviária
O vazio sanitário encerrou no último dia 18 de junho, 28 dias após a desinfecção do primeiro e único foco da doença em granja comercial no país, em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Os casos de gripe aviária em aves silvestres e aves domésticas de subsistência não interferem no vazio sanitário.
Com o encerramento desse prazo e sem novas ocorrências, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas, recuperando novamente o status de livre da doença.
Desde então, o Mapa segue mobilizado a normalizar as exportações, negociando com os países para retirar as restrições.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




