Governo questiona aeroporto por caso de racismo contra ícone do carnaval carioca
Porta-bandeira histórica da Portela foi obrigada a abrir e esvaziar uma bolsa dentro de uma loja

O governo federal notificou, nesta sexta-feira (24/11), o Aeroporto Internacional de Brasília pela suposta conduta racista cometida por um segurança de uma loja contra Vilma Nascimento, histórica porta-bandeira da Portela, escola de samba do Rio de Janeiro. O episódio aconteceu na terça-feira (21).
Enquanto esperava um voo para voltar ao Rio, a artista de 85 anos foi a uma loja na intenção de comprar um refrigerante. Relatou que aproveitou para ver perfumes, mas que saiu da loja sem comprar nada. Momentos depois, retornou para, então, comprar a bebida. Ocorre que ela foi obrigada por um segurança a abrir e esvaziar uma bolsa.
O momento foi registrado em vídeo pela filha de Vilma, Danielle Nascimento, que também é porta-bandeira (o vídeo está ao fim da reportagem). O constrangimento aconteceu um dia após ela ser homenageada pela Câmara dos Deputados em cerimônia pelo Dia da Consciência Negra.
A Inframérica, que administra o local, tem 24 horas para responder, a partir do recebimento da notificação feita pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon/MJSP).
Os questionamentos feitos pela Senacon foram:
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Em qual setor do aeroporto o fato ocorreu?
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É possível indicar o responsável?
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Quais as medidas adotadas pela Inframérica Concessionária do Aeroporto de Brasília S/A
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A segurança foi chamada?
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Quais os procedimentos adotados?
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O que foi constatado?
Veja o momento da abordagem:
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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.
