Belo Horizonte
Itatiaia

Governo promete retirar imóveis da UEMG de projeto de venda, e oposição cobra garantia

Líder da base admite consenso para exclusão dos prédios, enquanto blocos contrários ao PL mantêm críticas e prometem novas estratégias

Por
Oposição protestou contra proposta de alienação de imóveis do estado apresentando lista com os mais de 300 bens incluídos no texto
Oposição protestou contra proposta de alienação de imóveis do estado apresentando lista com os mais de 300 bens incluídos no texto • Daniel Protzner/ALMG

O líder do governo Zema na Assembleia Legislativa, deputado João Magalhães (MDB), afirmou, durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça desta terça-feira (30), que há consenso para a retirada dos imóveis da UEMG do Projeto de Lei 3.733/2025, que autoriza a venda ou transferência de 343 bens do Estado. Segundo ele, a exclusão será discutida nas próximas fases de tramitação, já na Comissão de Administração Pública.

Ao defender a proposta, Magalhães reforçou que a análise da CCJ se limita à constitucionalidade, e destacou que a possibilidade de desconto de até 45% sobre o valor dos imóveis em caso de licitações fracassadas segue norma comum em processos de leilão. Para o parlamentar, a medida é necessária para enfrentar a dívida estadual.

“Essa comissão aprofunda o mérito da matéria, aqui o parecer é apenas pela constitucionalidade, juridicidade e a materialidade. Na próxima comissão, na Administração Pública, nós vamos aprofundar, e já existe um consenso que alguns imóveis devem sair do projeto, entre eles os imóveis da UEMG”, disse.

A oposição, entretanto, contesta a promessa e cobra ações concretas. O deputado Jean Freire (PT) destacou que não houve votação para retirar os imóveis da UEMG e questionou por que a exclusão não ocorreu já nesta etapa, caso realmente haja acordo. Para ele, a fala do governo não é suficiente para blindar a universidade e outras instituições incluídas no projeto.

“Eu não vi votarem. Há a promessa. Então, se há esse interesse, por que já não retira, desde já?”, questionou.

Durante a CCJ, a base do governo Zema rejeitou as emendas apresentadas pelos opositores que pedia a retirada de alguns imóveis da lista original, entre eles prédios da UEMG e do Ipsemg.

“Cabe nós visitarmos essas instituições, sairmos também do nosso espaço, dialogarmos com professores, com alunos, com gestores das instituições, tudo o que nós pudermos fazer”, finalizou Jean.

Por

Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.