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Caiado revela planos para criação de polícia transnacional: ‘Quero ser o primeiro comandante’

No páreo pelo posto de Presidente da República pela segunda vez em sua carreira política, médico comenta ideia baseada em exemplo da União Europeia

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Ronaldo Caiado, de blusa social azul, discursa com agentes públicos sentados ao fundo
Ronaldo Caiado discursa em evento relacionado a pavimentação no estado de Goiás. • Daniel Vilela/Flickr

Com a segurança pública como um dos pontos cruciais da sua campanha, Ronaldo Caiado (PSD) expôs o desejo de criar uma nova força policial caso seja eleito presidente do Brasil. Nesta sexta-feira (7), em entrevista à Globonews, o político goiano comentou que pretende conversar com líderes de países vizinhos para viabilizar a proposta.

O ex-governador de Goiás entende que a iniciativa de uma polícia transnacional, com autonomia para circular na América do Sul, seria fundamental para o monitoramento das fronteiras e combate ao crime organizado. Ele citou a Europa como exemplo para embasar sua medida. No Velho Continente, há a Europol, agência policial da União Europeia responsável por facilitar a cooperação entre as polícias nacionais dos países-membros.

“Como presidente, eu vou fazer um périplo pelos 10 países limítrofes com o Brasil. Eu não estou inventando a roda, é a mesma coisa que a Europa fez, uma polícia europeia que não tem fronteira. Eu quero criar essa polícia na América do Sul. Eu quero ter uma polícia que possa transitar (livremente no continente)”, revelou.

Caiado ainda disse que gostaria de ser o primeiro chefe da corporação, caso seu plano tivesse sucesso.

“A América Latina não pode ser uma referência no mundo só como uma base de produção de narcotráfico. Eu quero ser o primeiro comandante, eu vou fazer trabalho para isso, vou fazer visitar a todos eles (os países envolvidos) e vou querer ser o presidente,” concluiu.

Quem é Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD?

Aos 76 anos, Ronaldo Caiado é um dos nomes mais experientes da direita brasileira, conhecido por defender os interesses dos proprietários rurais e por um longo histórico de oposição ao PT no Congresso Nacional.

Médico especializado em ortopedia, ele acumula cinco mandatos como deputado federal por Goiás, um como senador e dois como governador do mesmo estado.

Natural de Anápolis (GO), o político ganhou notoriedade na década de 1980 como presidente da União Democrática Ruralista, no contexto das discussões que mais tarde resultaram na Constituição Federal de 1988.

No ano seguinte à promulgação da Carta Magna, Caiado chegou a disputar a Presidência da República, mas recebeu apenas 0,72% dos votos. Após 37 anos, ele retorna ao pleito buscando se consolidar como terceira via em relação às duas figuras que lideram as principais pesquisas: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

Com Gilberto Kassab (PSD) como vice de chapa, o médico tem a segurança pública como principal pauta da sua candidatura. Ele defende, por exemplo, a equiparação das facções criminosas brasileiras a organizações terroristas e a redução da maioridade penal para crimes específicos.

Caiado também é crítico do governo Lula no que diz respeito à política fiscal. O plano de gestão do goiano visa à estabilização da dívida pública, revendo benefícios tributários, mas mantendo a capacidade de investimento do Estado.

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Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.

 

 

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