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Lula diz que Brasil não subestima facções: ‘Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas’

Em discurso na ONU, presidente brasileiro mandou recados aos Estados Unidos e afirmou que lei é mais dura para facções do que terroristas

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Abertura do Debate Geral de Alto Nível da 81.ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizado na Sede das Nações Unidas, Nova York - EUA.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Abertura do Debate Geral de Alto Nível da 81.ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizado na Sede das Nações Unidas, Nova York - EUA.Foto: Ricardo Stuckert. • Foto: Ricardo Stuckert.

Em discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não está subestimando as organizações criminosas. Em uma referência às críticas dos Estados Unidos e a opositores, que pedem a classificação das facções como terroristas, o petista afirmou que as leis nacionais impõem penas maiores do que as previstas para o terrorismo.

Lula defendeu uma cooperação internacional para asfixiar as organizações criminosas, controlando o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime, mas voltou a negar a interferência estrangeira no combate ao crime.

“As pessoas estão cansadas da violência. Mas não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo. Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime. Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos”, disse.

Segundo o presidente brasileiro, o objetivo é combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior. Lula ainda afirmou que as organizações criminosas se aproveitavam da falta de coordenação dos estados brasileiros que “atuavam cada um à sua maneira”.

“Estamos enfrentando todos os escalões da criminalidade, inclusive os magnatas do crime. A Lei Antifacção que acabamos de aprovar impõe ao crime organizado penas superiores às previstas para o terrorismo. Crime organizado e corrupção andam juntos. O combate à corrupção continuará implacável, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei”, declarou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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