Itatiaia

Marília minimiza risco de divisão de votos com a direita e defende a amplitude ideológica na campanha ao Senado

Líder nas pesquisas, a petista disse que riscos eleitorais são comuns e naturalizou a divisão de eleitores que tem nomes da direita como segundo voto

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Marília Campos (PT) • Itatiaia

Na reta final da campanha eleitoral, Marília Campos, candidata do PT ao Senado em Minas Gerais, detalhou suas estratégias para as últimas semanas de atividades e minimizou os possíveis riscos de sua candidatura ser prejudicada pelo compartilhamento de votos com concorrentes de direita.

Em panfletagem feita na Praça Sete, Hipercentro de Belo Horizonte, nesta terça-feira (22), a petista disse que não é possível disputar uma eleição sem correr riscos.

Ao ser questionada sobre movimentos que sugerem um voto conjunto nela e em Aécio Neves (PSDB), e se o segundo voto em concorrentes mais à direita poderia colocar sua candidatura em risco, Marília rechaçou a tese de ameaça e defendeu a amplitude de sua base de apoio.

“Eu diria que eu sou uma candidata que tenho uma grande parte do meu apoio na esquerda, mas como eu sou uma pessoa ampla, eu atraio o segundo voto de setores de centro e até mesmo da direita, porque afinal, o que está em jogo é o compromisso, é o trabalho das pessoas. E eu, graças a Deus, tenho o reconhecimento, independente da ideologia partidária, de vários segmentos sociais", afirmou a ex-prefeita de Contagem por quatro mandatos.

A candidata reforçou sua visão de que essa dinâmica fortalece seu palanque ao atrair eleitores de diferentes espectros políticos. "Estou recebendo o voto, não só do Marcelo Aro (PP), não só do do Aécio Neves, como também de alguns candidatos da direita. Isso amplia as minhas possibilidades", destacou.

A pesquisa Itatiaia/Ver divulgada na última segunda-feira (21) mostrou Marília liderando as intenções de voto, mas tecnicamente empatada com Aécio, Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro.

Questionada se a disputa acirrada com esses candidatos da direita poderia acabar por desbancá-la, Marília demonstrou confiança em sua capacidade de dialogar além de seu campo político original.

"Risco eleitoral todos nós temos, nós não temos certezas. A questão minha é que eu tenho uma grande chance, porque eu amplio para além da esquerda", reiterou.

Reta final e mobilização nas ruas

Após relatar que viajou bastante pelo interior e por cidades da região metropolitana durante a pré-campanha e a campanha, Marília planeja concentrar suas forças na Grande BH.

"Estou com duas viagens no interior e o resto é concentrar na Região Metropolitana de BH, fazendo carreatas, mini carreatas, ocupando as praças, criando esse clima de mobilização, não só para eu ganhar apoio, mas para combater a abstenção, chamando a todos de mais de 60 anos, jovens de 16 anos, para ir exercer o seu direito de cidadão, que é votar nas eleições", afirmou.

A candidata também comentou sobre an agenda do ex-presidente Lula em Belo Horizonte, marcada para o dia 2 de outubro, avaliando o impacto da visita em sua campanha. “É muito importante o Lula estar presente em Minas, não só para atrair os eleitores para a sua vitória de Lula, como também para reforçar a nossa campanha".

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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