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Caiado volta a defender que anistia a condenados pelo 8 de janeiro seria prioridade

Ex-governador de Goiás afirmou, porém, que medida em relação ao atentado ocorrido em Brasília (DF) não seria a única do início de seu mandato

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Ronaldo Caiado em palco com microfone discursando em campanha política
Candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado discursa em Goiás • Créditos: AG Fotonotícias/Flickr

O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) ratificou sua pretensão de promover a anistia das pessoas envolvidas nas invasões do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023. Em entrevista concedida à Globonews nesta sexta-feira (7), ele confirmou que essa seria uma das primeiras medidas do seu mandato.

O médico defendeu que a medida é necessária para pacificar o país, diluindo a polarização política que marca o contexto atual. Segundo ele, apartir dessa iniciativa, seria possível mudar o debate público em prol de tópicos que entende que são mais “relevantes”.

“Essa medida é uma medida que tem o sentido de pacificar o país. Nós não podemos mais conviver com o que estamos convivendo. Eu tenho a consciência absoluta que no momento que eu promover a anistia, esse assunto sai da pauta e vamos viver outro momento, um momento de produção, desenvolvimento, de pautas que sejam relevantes,” explicou.

Ao ser questionado sobre pesquisa do Datafolha que aponta que a maior parte da população brasileira é contra a anistia, Caiado manteve sua posição. Ele ainda comparou a controvérsia em torno do tema com a elegibilidade do presidente Lula (PT) após condenações em duas instâncias, posteriormente anuladas.

“Eu respeito a pesquisa que foi feita. Se você fizer outra pesquisa, ela vai dizer que 50% da população não concorda que o Lula tivesse sido absolvido diante de tantas denúncias. Então, se você buscar essa pauta, ela vai ter isso aí (um resultado polêmico). Esse processo precisa ser pacificado no Brasil. Se nós não avançarmos, o Brasil não tem caminho. Nós estamos diante de um colapso. Hoje, saiu um novo índice: 82% da população está endividada.”

O goiano completou o discurso afirmando que a anistia não seria a única proposta dos seus primeiros dias como chefe do Executivo. Segundo ele, também seriam encaminhadas outras iniciativas relacionadas ao combate ao crime organizado, reforma administrativa e política.

Quem é Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD?

Aos 76 anos, Ronaldo Caiado é um dos nomes mais experientes da direita brasileira, conhecido por defender os interesses dos proprietários rurais e por um longo histórico de oposição ao PT no Congresso Nacional.

Médico especializado em ortopedia, ele acumula cinco mandatos como deputado federal por Goiás, um como senador e dois como governador do mesmo estado.

Natural de Anápolis (GO), o político ganhou notoriedade na década de 1980 como presidente da União Democrática Ruralista, no contexto das discussões que mais tarde resultaram na Constituição Federal de 1988.

No ano seguinte à promulgação da Carta Magna, Caiado chegou a disputar a Presidência da República, mas recebeu apenas 0,72% dos votos. Após 37 anos, ele retorna ao pleito buscando se consolidar como terceira via em relação às duas figuras que lideram as principais pesquisas: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

Com Gilberto Kassab (PSD) como vice de chapa, o médico tem a segurança pública como principal pauta da sua candidatura. Ele defende, por exemplo, a equiparação das facções criminosas brasileiras a organizações terroristas e a redução da maioridade penal para crimes específicos.

Caiado também é crítico do governo Lula no que diz respeito à política fiscal. O plano de gestão do goiano visa à estabilização da dívida pública, revendo benefícios tributários, mas mantendo a capacidade de investimento do Estado.

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Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.

 

 

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