Propag: comissão da ALMG aprova parecer para federalização de nova estatal
Transferência da MGI está condicionada ao abatimento da dívida de Minas Gerais; projeto ainda passará por outras comissões

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o parecer pela legalidade do Projeto de Lei 4.222/25, do governador Romeu Zema (Novo), que permite ao Estado transferir sua participação na Minas Gerais Participações S.A. (MGI) para a União ou entidade controlada por ela. A votação foi marcada por obstrução de deputados da oposição, que tentaram adiar a deliberação usando instrumentos regimentais.
A MGI, criada em 1976, atua na comercialização de imóveis públicos, recuperação de créditos, participação acionária em empresas mineiras, operações financeiras e suporte ao desenvolvimento estadual. A empresa é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDE).
Protesto de deputados
Durante a CCJ, deputados de oposição, como Lucas Lasmar (Rede) e Doutor Jean Freire (PT), criticaram o projeto, relacionando-o à Operação Rejeito, que investigou fraudes bilionárias em licenciamentos ambientais. Eles acusam o governo de vender patrimônio público para beneficiar interesses privados.
“O governo está preocupado em fazer um saldão, vender tudo, até licença ambiental”, disse Jean Freire.
O líder do governo, deputado João Magalhães, respondeu que servidores envolvidos foram afastados e que a punição ocorrerá caso haja comprovação de irregularidades.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.


