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Frias nega que Flávio Bolsonaro tenha oferecido contrapartida a Vorcaro

Deputado diz que relação com dono do Banco Master envolveu apenas a busca por recursos para o filme “Dark Horse”

PorBrasília
O deputado federal Mário Frias (PL-SP)
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) • Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme “Dark Horse”, negou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha oferecido qualquer contrapartida ao banqueiro Daniel Vorcaro em troca de recursos para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em manifestação divulgada após o avanço das investigações sobre o financiamento do filme, Frias afirmou que a relação entre Flávio e Vorcaro esteve restrita à tentativa de obtenção de patrocínio privado para a produção. Segundo ele, não houve oferta de vantagens, intermediação de negócios com o governo ou qualquer outro benefício ao banqueiro.

A declaração ocorre em meio à investigação da Polícia Federal sobre as relações entre Vorcaro, Flávio e a produção de “Dark Horse”. Documentos e mensagens obtidos pela PF mostram que o senador participou das negociações para obter recursos para o filme. Flávio já admitiu ter procurado Vorcaro em busca de financiamento.

As apurações ganharam força após a Polícia Federal encontrar registros de contatos entre Flávio e Vorcaro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o senador teria negociado com o banqueiro um compromisso de até US$ 24 milhões para financiar o filme. Parte dos valores teria sido efetivamente transferida.

A PF também investiga o caminho percorrido pelo dinheiro e a participação de empresas relacionadas ao grupo de Vorcaro. Um dos pontos analisados é a atuação da Entre Investimentos e Participações, empresa citada nas transações relacionadas ao projeto.

Frias, porém, sustenta que o fato de a Entre ter participado da estrutura financeira não significa que o Banco Master ou Vorcaro tenham aparecido formalmente como investidores do filme.

Segundo o deputado, o relacionamento jurídico foi estabelecido com a Entre, e não diretamente com Vorcaro ou com o Banco Master.

Flávio Bolsonaro também afirma que não houve qualquer contrapartida na relação com Vorcaro. O senador declarou que procurou investidores privados para viabilizar uma produção sobre a trajetória do pai e que não ofereceu vantagens em troca dos recursos.

O parlamentar também nega ter usado dinheiro público ou recursos da Lei Rouanet para financiar o longa.

As declarações, contudo, estão sendo analisadas no contexto das investigações que apuram a origem dos recursos e as relações financeiras envolvendo o filme.

 

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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