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Flávio Bolsonaro cutuca Messias por atuação da AGU no escândalo do INSS

Em sabatina do indicado de Lula ao STF, pré-candidato à Presidência também citou posição sobre dosimetria de penas aos condenados pela tentativa de golpe

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Fraudes no INSS: sindicato ligado a irmão de Lula está entre alvos de operação da PF
O senador Flávio Bolsonaro (esq.) e o advogado-geral da União, Jorge Messias (dir.) • Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, aproveitou a sabatina de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar a atuação do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) no escândalo das fraudes no INSS.

“O senhor, enquanto AGU, pediu o bloqueio de recursos de vários sindicatos e associações para ressarcir os aposentados que foram roubados. Mas o senhor deixou de fora alguma associações e sindicatos", iniciou Flávio, que citou a exclusão do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi), cujo vice-presidente é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula.

“Por que o senhor não quis bloquear as contas dessas entidades também? Se era porque entre elas tinha um irmão do presidente Lula na diretoria”, questionou o senador.

Em sua resposta, Messias rebateu as alegações de Flávio e chegou a citar o número da ação em que houve o pedido de bloqueio dos bens do Sindnapi.

“A Advocacia-Geral da União cumpriu seu papel de forma absolutamente técnica e republicana. Nós apresentamos três lotes de ações, cobrando integralmente de todas as entidades envolvidas com a fraude de aposentados e pensionistas, aliás, um dos capítulos mais tristes da história de fraudes contra o INSS, até porque ali estava colocada uma quadrilha de atores do setor público e do privado para lesar os mais vulneráveis desse país. Mas todas as entidades foram processadas", declarou.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.