Itatiaia

Flávio Bolsonaro: afastamento de Andrei ‘desmascara’ grupo de Lula na PF

De acordo com o candidato do PL, o afastamento do diretor-geral retoma a autonomia da PF para investigar criminosos e não 'adversários políticos de Lula'

PorBrasília
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, medidas provisórias que já passaram pela Câmara dos Deputados, como a MP 1.360/2026 (do motofrete e mototáxi), MP 1.366/2026 (Programa Move Brasil), MP 1.369/2026 (sobre redução da fila do INSS) e MP 1.375/2026 (adicional de fronteira destinado a servidores). Plenário também discute projetos, dentre eles, o PL 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em discurso à tribuna.Foto: Ton Molina/Agência Senado • Ton Molina/Agência Senado

Ao comemorar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (8) que teria sido “desmascarado” um suposto grupo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dentro da corporação.

Na manifestação, Flávio também declarou que a PF precisa recuperar "autonomia" para investigar criminosos, ao invés de atuar contra "adversários políticos de Lula." O candidato utilizou uma série de expressões para associar Andrei a Lula e acusou o diretor afastado de promover “investigações clandestinas” contra André Mendonça.

“Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, irmão, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”, escreveu.

A declaração de Flávio ocorre horas depois de Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. A medida foi tomada após o ministro questior a legalidade e os procedimentos utilizados na elaboração dos documentos usados por Alexandre de Moraes para solicitar sessão na Corte Mendonça, que é relator de inquéritos sobre o Banco Master. 

Mendonça tomou a decisão porque acredita que não tem ocorrido respaldo técnico e jurídico adequado de Andrei na condução das investigações. Ele afirmou ter sido alvo de um “monitoramento sistemático e ilegal” da corporação.

A decisão pelo afastamento foi submetida à julgamento da Segunda Turma do Supremo nesta terça. Apesar do colegiado formar maioria para manter o afastamento de Andrei, Gilmar Mendes pediu vista.

A crise no STF e na PF ocorre no contexto das investigações relacionadas aos casos Banco Master e das fraudes no INSS, que estão sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.

Por

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

Belo Horizonte