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Candidatos ao Senado em MG pontuam avanços do Propag, mas tratam dívida como ‘impagável’

Concorrentes aos assentos na Casa Alta do Congresso Nacional foram unânimes sobre a importância de renegociar a dívida com o governo federal

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Da esquerda para a direita estão sentados em ordem: Aécio Neves (PSD), Domingos Sávio (PL), jornalista Sérgio Marques e Manoel Carvalho (MDB)
Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL), jornalista Sérgio Marques e Manoel Carvalho (MDB) durante preparação para debate nesta terça-feira (8) • G1/Reprodução

As conquistas de Minas Gerais na negociação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) foram reconhecidas por Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL) e Manoel Carvalho (MDB) durante debate promovido pelo portal G1, nesta terça-feira (8).

No entanto, os três candidatos ao Senado Federal concordaram quanto à necessidade de uma nova negociação com a União na próxima legislatura.

Os políticos defenderam que, apesar do alongamento da dívida mineira, o valor de R$ 180 bilhões é muito elevado e asfixiaria a capacidade de investimento do Poder Executivo mineiro no longo prazo.

Aécio Neves propõe “Bancada dos Estados Devedores”

Durante a discussão sobre o passivo de Minas Gerais perante a União, Aécio opinou que os senadores mineiros deveriam se unir a outros parlamentares de estados devedores. Dessa forma, criariam um grupo sólido para pressionar o governo federal a promover uma renegociação.

“O Propag foi um avanço, não questiono isso, mas ainda não é o necessário. Daqui a cinco anos nós estaremos pagando mais de R$ 500 milhões mensais de serviço da dívida. Então é muito importante que haja uma articulação política no Congresso Nacional para que possamos abrir um espaço fiscal, alongar o pagamento. Estou propondo criar a ‘Bancada dos Estados Devedores’ e fazermos política”, disse o tucano.

Domingos Sávio deseja renegociar Propag apostando em equilíbrio fiscal

Domingos endossou o discurso sobre a pressão que o serviço da dívida do Propag exerce sobre as contas do estado. “O Propag amenizou, mas não resolveu o problema. É algo praticamente impagável. São 30 anos para pagar algo que a própria correção monetária vai massacrando o estado e esse é um dinheiro que faz falta para investir na saúde, na educação, na segurança pública”, iniciou.

O político então revelou que, caso conquiste uma cadeira no Senado, ele pretende articular uma renegociação para incluir um novo elemento no acordo. A ideia é introduzir uma cláusula de redução do passivo que não conseguiu inserir enquanto deputado federal.

“Como senador, nós pretendemos ter uma revisão do Propag, na qual a gente coloque o que eu tentei colocar como emenda na Câmara e o governo não aceitou, que é a redução proporcional a dois fatores: que o estado tenha equilíbrio fiscal e que, à medida que o estado investe em infraestrutura, ele vai tendo abatimento na dívida”, disse Domingos.

Manoel Carvalho critica postura do governo do estado na negociação com a União

Carvalho citou a necessidade de um reajuste fiscal nas contas de Minas para dar maior vazão ao pagamento do passivo e conseguir melhores condições numa renegociação.

O emedebista, porém, não se furtou a criticar o comportamento do governo do estado no relacionamento com o governo federal, entendendo que isso impactou as discussões sobre a dívida. Nesse sentido, destacou ainda a atuação dos senadores como intermediadores.

“O Propag permitiu o alongamento da dívida em 30 anos e a correção, me parece, é pela inflação, então houve avanços. Agora, independentemente de quem ganhar a próxima eleição, o que não pode acontecer é a rixa político-partidária. Eu notei que existiu uma certa rivalidade entre o governo do estado e o governo federal, tiveram dificuldades e a atuação do senador Rodrigo Pacheco foi importante nessa relação”, disse o vice-prefeito de Muriaé-MG.

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Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.

 

 

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