Justiça Eleitoral rejeita candidaturas do PCO em Minas Gerais
Decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) aponta irregularidades na prestação de contas do partido ainda em 2015

A Justiça Eleitoral rejeitou os registros das candidaturas do Partido da Causa Operária (PCO) em Minas Gerais nas eleições de 2026. Entre os candidatos atingidos estão Henrique Áreas, que disputa a vaga de governador, e Tião Pessoa, candidato ao Senado.
A medida foi tomada pelo desembargador Sálvio Chaves, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Segundo o processo, o comando estadual do PCO teve a prestação de contas de 2015 considerada irregular por não apresentar os documentos exigidos pelo tribunal. Em razão disso, a estrutura estadual da sigla foi suspensa.
O PCO argumentou que as contas daquele ano não registraram movimentação financeira e informou já ter solicitado à Justiça a regularização da situação. O requerimento, no entanto, ainda não foi analisado de forma definitiva.
Para participar das eleições, o partido precisa apresentar à Justiça Eleitoral uma documentação que comprove sua regularidade para disputar o pleito. Esse conjunto de informações é reunido no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP).
No caso do PCO, a Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou contra a aprovação do registro. Ao analisar o processo, o desembargador Sálvio Chaves rejeitou o DRAP da legenda. Como o documento é necessário para que a sigla possa lançar candidatos, a medida também atingiu os pedidos de registro apresentados pelo PCO em Minas Gerais.
PCO pretende recorrer
Segundo o desembargador, todos os partidos e candidatos precisam cumprir as mesmas exigências previstas pela legislação eleitoral. A disputa judicial, contudo, ainda não terminou, e o PCO informou que pretende recorrer a uma instância superior.
Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.



