Família de ‘Sicário’ do Vorcaro pede ao STF acesso ao inquérito da morte
Solicitação foi feita após entrega do relatório da Polícia Federal ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal

A família de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido por ser “Sicário” de Daniel Vorcaro e peça central do caso do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que conceda acesso ao inquérito realizado pela Polícia Federal (PF) sobre o suicídio cometido por ele em presídio de Belo Horizonte.
Segundo o advogado Vicente Salgueiro, em entrevista ao Metrópoles, os familiares souberam sobre os desdobramentos do caso apenas por meio da repercussão na mídia e tenta, desde o início das investigações, acesso ao inquérito.
“Não há mais motivos de impedimentos para acesso aos autos pela família”, afirma Vicente Salgueiro, uma vez que o relatório já foi entregue pela PF ao STF.
Mourão morreu em março, após se enforcar em uma cela da Superintendência da Polícia Federal, em BH, onde estava preso por ordem do ministro André Mendonça, que recebeu o relatório feito pelo órgão.
Ele havia sido detido no âmbito das investigações que apuram a atuação de um grupo suspeito de monitorar adversários e planejar ações violentas a mando de Daniel Vorcaro.
O relatório da PF confirmou que "Sicário" atentou contra a própria vida, no dia 4 de março, horas após ser preso pela corporação durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, responsável por apurar fraudes no Banco Master.
Segundo a corporação, o investigado foi reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia, recebeu atendimento médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o Hospital João XXIII. Entretanto, o "Sicário" não resistiu e teve morte encefálica.
(Sob supervisão de Alex Araújo)
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.
